sábado, 19 de dezembro de 2015

Os modelos do investidor do ABC



Esclarecendo uma coisa: quando digo modelos, não estou me referindo a Kate Moss.

Quando me refiro a modelos, falo daquelas pessoas as quais serviram para moldar meus interesses e o meu pensamento.

É claro que nossos primeiros modelos são os pais e a eles eu só tenho a agradecer. Meu pai e minha mãe me ajudaram muito em minha vida. Deram prioridade absoluta à minha educação e a de meus irmãos, me dando a única riqueza que nunca pode ser retirada, que é a que carregamos dentro de nossas cabeças. Além disso, me ensinaram que as coisas não vem de graça e a sermos honestos. A eles nunca poderei retribuir o que fizeram por mim e sou absolutamente grato. Outra pessoa que me inspira muito é meu sogro, o qual veio do interior de um estado do Nordeste para São Paulo e que no começo só podia almoçar, porque se ele almoçasse e jantasse não tinha dinheiro para pagar a pensão. Hoje ele vive do seu patrimônio e alcançou a independência financeira. Seu modo de pensar e agir também me influenciam muito. Ainda vou fazer um post somente sobre ele. E finalmente minha esposa, que aprendeu a lidar com dinheiro antes do que eu e que é minha companheira no caminho da liberdade.

Além da família, a primeira lembrança que me vem à mente quando falo de investimentos vem do filme "Os Trapaceiros" de Woody Allen. Numa das cenas do filme, os personagens estão participando de uma festa e um senhor de aparência muito distinta se aproxima de uma mulher e diz: "Boa noite! Meu nome é John Smith, sou investidor. Prazer em conhecê-la.". Pensei comigo mesmo: Putz! Que maneira legal de se apresentar! Deveria ter uns vinte e poucos anos quando assisti e aquela cena ficou gravada na minha memória. Pensei : "Um dia ainda vou me apresentar assim!".

Outro que moldou meu pensamento foi Robert Kiyosaki, com o seu "Pai Rico, Pai Pobre". Também sou absolutamente grato a ele e ao fato de poder ter lido este livro quando ainda era jovem. Acredito que se não tivesse lido este livro estaria profundamente enraizado na corrida dos ratos, porque minha família, assim como a do Robert acreditava na educação e no trabalho duro, mas não sabia como lidar com grana. Ler este livro foi um ponto de virada em minha vida e se pudesse dizer pessoalmente ao Robert diria : Muito Obrigado!

Além dos livros, sou grato também ao fato de ter trabalhado em uma empresa que me possibilitou conhecer países civilizados como EUA, Alemanha, Finlândia e outros a trabalho e não como turista. Geralmente, quando algum brasileiro vai aos EUA ou outro país civilizado volta com monte de sacolas e com a cabeça mais oca do que quando saiu. Mas quando você trabalha com eles, você vê a seriedade com que eles levam o trabalho e começa a valorizar a pontualidade, a qualidade, o planejamento. Alemão e americano não fazem absolutamente nada nas coxas. O único ponto negativo é que para os americanos e europeus do oeste em geral os latino-americanos são pouco mais que macacos e dessa maneira você tem que trabalhar muito para obter a confiança deles. Mas se você souber aproveitar bem o conhecimento e desenvolvimento que se obtém com eles você cresce muito.

Na área mais técnica temos Benjamin Graham e Décio Bazin, que são os dois investidores que utilizo para comprar ações e que são a inspiração do blog.Tanto o estilo de escrever de um quanto de outro denotam que são homens diferenciados, do tipo que nunca falariam algo como "mano", "véio", "uhuuu!" e outras barbaridades que ouvimos por aí. O estilo elegante, erudito e bem humorado dos dois nos remete a tempos diferentes, mais inteligentes, mais honrados.

Gosto também de Lírio Parisotto e Luiz Barsi como investidores e acredito que são modelos de pessoas que chegaram lá. 

Se procurarmos bem, existem muitas pessoas que podem nos ensinar algo. O que não podemos fazer é ficar sentados, acreditando no que diz a TV e a Internet e perder o tempo que nós temos em redes sociais e smartphones. O processo de idiotização do mundo caminha a passos largos e países que não conseguiram chegar à civilização são os que mais sofrem, porque entram em decadência antes de sequer chegar ao topo.

O que podemos fazer é lutar contra isso e estarmos no último quartil da curva do sino, se bem que segundo Nassim Taleb a curva do sino não existe, existem os anões e os gigantes, que são a minoria absoluta. Por enquanto sou anão, quem sabe um dia chegaremos a ser gigantes?

Grande abraço!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Como analiso na prática os indicadores para escolha de ações utilizando Décio Bazin



Neste post, pretendo explicar como faço para selecionar as ações segundo os critérios de Décio Bazin e como faço para analisar o se devo manter ou vender a ação.

Bem, primeiramente, temos que fazer uma seleção das ações que pagaram dividendos de mais de 6% ao ano, durante pelo menos 3 anos.

Até o começo deste ano, a Bovespa publicava um arquivo com todos os dividendos já pagos por todas as ações do mercado, desde 1998, pelo menos. Infelizmente, a Bovespa parou de publicar o arquivo e temos que coletar os dados na mão, através do link: http://www.bmfbovespa.com.br/cias-listadas/empresas-listadas/BuscaEmpresaListada.aspx?idioma=pt-br

Felizmente, consegui baixar o arquivo mais atualizado até o começo do ano e assim tenho os dados desde 2012 até 2014, que era o que interessava para fazer a seleção preliminar de Décio Bazin.

Dessa maneira, fiz uma seleção das ações da seguinte maneira:
- Somei os valores dos proventos pagos por ano (2012, 2013 e 2014).
- Fiz a média dos preços das ações nas datas dos pagamentos de proventos.
- Fazendo-se a conta, chegamos nas ações que pagaram consistentemente 6% de proventos, durante os últimos 3 anos.

Depois de obter esta lista preliminar, retirei da lista as ações repetidas, ou seja, se existe PN e ON da mesma empresa, descarto aquela que tem menos liquidez.

Vou no fundamentus : www.fundamentus.com.br, e pego os valores de liquidez das ações, corto todas as ações com liquidez menor do que 106.500 reais.

Em janeiro de 2015, comprei valores iguais (cerca de 4000 reais) de cada uma das ações selecionadas. Guardei em um planilha os valore iniciais pagos, ou seja, se comprei 100 ações de BBAS3 a 40 reais, abro uma planilha de Excel e guardo que comprei 4.000 reais de BBAS3 em janeiro de 2015.

Em janeiro de 2016, atualizarei o valor de 4.000 pela inflação. Veja bem, não vou pegar o valor da ação e multiplicar pela quantidade que tenho. O que farei é atualizar o valor MONETÁRIO pago pela inflação. Supomos que a inflação foi de 10%, atualizo o valor para 4.400 reais, não importa se BBAS3 está em 50 reais ou 30 reais.

Pego todos os valores de proventos pago pela ação e atualizo pela inflação também. Faço a conta e se o valor pago de proventos  atualizado no ano for maior ou igual a 6% do valor MONETÁRIO atualizado, mantenho a ação.

Se for menor que 6%, mantemos a ação por mais um ano. Se durante dois anos seguidos a ação não tiver proventos de 6%, vendemos a ação.

Fazemos as compras das ações normalmente durante o ano. Porém, se o valor de proventos durante o ano ficar menor do que 6%, não compramos mais ações, porque a ação ficou cara. Porém não vendemos, porque como mencionado anteriormente, vendemos se os proventos não remunerarem o valor MONETÁRIO inicial.

Complicado? Pra caramba! Demorei um tempo para destrinchar o que o Décio Bazin dizia no livro, ainda mais porque no livro o Décio utiliza o dólar, porque era a época da hiperinflação (que vai voltar graças aos petralhas). Adaptei para índices de inflação porque o câmbio é extremamente manipulado no Brasil.

Mês que vem destrincho como faço para selecionar as ações usando Benjamin Graham.

Grande abraço!

sábado, 24 de outubro de 2015

O excesso de informação atrapalha o investidor?



Até janeiro deste ano, posso dizer que era um investidor feliz.

Havia anos que mensalmente aportava 30% do meu salário nos investimentos, sempre com a mesma proporção: metade em renda fixa e metade em ações, seguindo as sugestões da corretora.

Pois bem. A partir da metade do ano passado, após a leitura de O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham, a vida  financeira deu uma reviravolta. Apaixonado pelas lições do mestre Graham, modifiquei totalmente o método de seleção e compra das ações.

Adicionalmente, após ler um e-book sobre alocação de ativos, acrescentei a categoria de Fundos Imobiliários, as quais eu nunca tinha investido.

Após uma assinatura que fiz da Empiricus, acrescentei o dólar também e após começar a ler regularmente a Infomoney, além de investir no tesouro direto, comecei a comprar LCIs.

Recentemente, abri uma conta na XP, o que me abriu as portas para as debêntures, LCIs de bancos médios, CDBs com rentabilidades de 117% do CDI, além da possibilidade do investimento em fundos multimercados e que investem em ativos internacionais.

Estou deixando de fora o mercado de derivativos, que incluem as opções de ações, mini contratos de índices e dólar, além das chamadas vendas cobertas, aluguel de ações e outras cositas más.

O resultado de tudo isso?

Tenho ficado quase louco! Tenho tantas opções de investimentos, que está ficando complexo decidir em qual ativo investir, como balancear a carteira e definir as porcentagens de quanto devo colocar de dinheiro em cada categoria, além de uma série de outros detalhes de rentabilidade, prazos, valores mínimos e impostos que existem, que tornou o jogo do investimento um jogo de nível bem mais alto do que eu estava acostumado.

Dizem que o segredo das coisas bem sucedidas está na simplicidade. E definitivamente o jogo do mercado financeiro não está simples.

Que fazer? Estudar, estudar e estudar. Acho que esta é a saída.

Atualmente, tenho 4 categorias de ativos: Ações (utilizando Graham e Decio Bazin), renda fixa (LCI e Tesouro direto), Fundos imobiliários e dólar. Para o ano que vem pretendo acrescentar fundos multimercados e parei por aí, até atingir 1 milhão. É o máximo que a minha cabecinha consegue gerenciar.

Após o famoso milhão, vou tentar expandir mais as categorias de ativos, mas por enquanto, acho que assim está bom.

E vocês amigos, como fazem para gerenciar tanta informação?

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Férias

Bem pessoal,
Vou ficar umas 3 semanas fora do ar. Merecidas férias (pelo menos eu acho que mereço).
Desta feita, vou fazer um posto conjunto, com a discussão da carteira de ações e a evolução patrimonial para o ranking.
Carteira de Ações Recomendada
Como não canso de falar, a carteira de ações segue rigorosamente os critérios de seleção de Décio Bazin e de Bejamin Graham. Bem, rigorosamente não, porque adaptei alguns critérios  para a realidade brasileira, como por exemplo exigir liquidez corrente de pelo menos 1 e não 2 como Graham pedia e nem utilizar o dólar como Bazin determinava e sim índices de inflação para correção de valores.
Mais detalhes podem ser vistos nos meus posts anteriores onde detalho os métodos de seleção. Para a metodologia original sugiro a leitura dos livros “O investidor inteligente”, de Graham e “Faça fortuna com ações” de Bazin.
As ações que compõem a carteira atualmente podem ser vistas abaixo:
AÇÕES DA CARTEIRA GRAHAM/DECIO
ALPA4
ALPARGATAS PN
BBAS3
BRASIL ON
CESP6
CESP
CMIG4
CEMIG PN
CSNA3
CSN ON
CYRE3
CYRELA REALT ON
ETER3
ETERNIT ON
GUAR3
GUARARAPES ON
ITSA4
ITAUSA PN
LEVE3
METAL LEVE ON
POMO4
MARCOPOLO PN
SAPR4
SANEPAR PN
TAEE11
TAESA UNT
VIVT3
TELEF BRASIL ON
VIVT4
TELEF BRASIL PN

Temos ainda AES Tietê, Banco Pine, Whirpool e Eletrobrás na carteira, as quais não têm mais todos os critérios de entrada ou compra, mas também não significam que devo vende-las.
Carteira
A carteira para setembro teve uma boa evolução e seguiu a seguinte rentabilidade:

Ações (até 17/09/2015) tiveram uma boa evolução, assim como o dólar. Fundos imobiliários e tesouro decepcionaram.
Temos no total um patrimônio em carteira de R$ 632.876,86, que em conjunto com uma reserva de emergência de R$ 5,861,28 e dividendos, rendas de FII e aportes de R$ 573,68, nos traz um total de R$ 639.311,82.
Acredito que estamos vivendo um momento ímpar para ações no Brasil. Segundo meus levantamentos, Banco do Brasil, Cemig , Eternit e Guararapes estão com um P/L extremamente atraente e como a muitos anos não víamos. Quem comprar agora acredito que vai se dar bem.
Bem, é isso aí, nos vemos de novo em 17/10/2015.


Grande abraço!

sábado, 12 de setembro de 2015

Histórias do mundo corporativo - Parte 2


COMENTÁRIO: Reescrevi o post retirando qualquer menção a estados brasileiros. O intuito da história era somente ser engraçada e não queria absolutamente gerar qualquer polêmica sobre estado de origem. Também não publicarei qualquer comentário sobre estados brasileiros que soem negativos. Abraços.


Bem, para dar um alívio neste mês sofrido para os investidores do Brasil, vou mandar mais uma história dentre as muitas que tive no meu tempo de mundo corporativo.

Há uns 14 anos atrás, eu era membro de um time de desenvolvimento de software e dentre as minhas responsabilidades, eu tinha que fazer a compilação de todos os programas de vários programadores diferentes num código fonte só.

Para quem não é da área de TI, compilar significa transformar o programa que o desenvolvedor tinha criado numa linguagem que os humanos entendem em uma linguagem que o computador entende.

Desta feita, eu dependia que todos os programadores fechassem os programas no final do dia e gravassem em um servidor para que eu pudesse reunir todos e fazer a tal compilação. Era um processo importante e ninguém ia embora enquanto a compilação estivesse gerando erros.

Era uma sexta-feira e como íamos pegar um vôo de BH para São Paulo, eu comecei a compilação as 14 horas, que era pra dar tempo do programador consertar o erro até as 16h, que era a hora que a gente ia embora.

Nunca dava problema, porque o pessoal era safo e já deixava tudo certinho desde manhã, porque ninguém queria correr o risco de perder o voo.

O problema era que tinha um rapaz que trabalhava com a gente que era meio malandrão e os programas dele sempre davam problema e a gente tinha sempre que cobrir a do cara para não dar problema para todo mundo, mas naquela semana o pessoal se rebelou e ninguém quis ajudar o cara.

Eu comecei a compilação e começou a dar erro justo no programa do garotão. Avisei o gerente e ele falou pro cara: "Cara, enquanto não tiver compilando essa p.... você não volta pra casa".

Bom, lá pras 15h40 ele chegou e falou pra mim e para o gerente que estava tudo pronto. Eu comecei a compilação e realmente não estava mais dando erro.

Eu dei uma desconfiada e quando o pessoal já estava todo nos táxis, resolvi entrar no programa do rapaz e adivinha só.... o cara tinha COMENTADO todo o programa, de maneira que era a mesma coisa que não tivesse escrito nada. Lógico que não deu erro, porque era como se o programa não existisse.

Avisei o gerente, mas não tinha mais jeito, tava todo mundo na rua, indo pro aeroporto.

Chegando lá, caçamos o cara mas ele sumiu. Na época não era todo mundo que tinha celular também.

Na segunda, o cara disse que não queria ficar trabalhando no fim de semana e que na segunda o plano dele era consertar o erro de manhã bem cedinho e pedir pra compilar de novo e falar que tinha corrigido uns erros que ele tinha pensado durante o fim de semana.

Bom, resumo da ópera, NÃO MANDARAM O CARA EMBORA, apenas pediram pra trocar e o malandrão foi se escorar em outros.

É isso aí, de vez em quando acontece isso. Fiquem espertos!

sábado, 25 de julho de 2015

Qual o ponto da independência financeira?



Caros amigos,

Estamos passando por muita turbulências no país. É especialmente cruel porque é um desastre econômico causado pelo governo e não obra de algum desastre natural ou problemas externos.

O próprio povo brasileiro se afundou e continua se afundando por votar em idiotas, ladrões e incompetentes. Em nome do que, não sei, porque desde que me conheço por gente, o país sempre foi um lixo, seja sob o domínio militar, liberal ou esquerdista, sendo o pior de todos o esquerdista.

Bem, indo ao assunto do post:

Qual seria o ponto em que poderia dizer que sou independente financeiramente?

Esta regra muitos já colocaram.
Para o Pai Rico, Pai Pobre, a independência é conquistada quando a renda passiva dos investimentos e empreendimentos é maior do que sua despesa. OK. Boa regra. Mas preciso de algo um pouco mais prático, com valores.

Dessa maneira, desenvolvi uma pequena "fórmula" pessoal, o qual me dá um indicativo de quanto preciso efetivamente em dinheiro investido para dizer que estou independente financeiramente.

A fórmula se constitui dos seguintes passos:

1) Determino qual é o valor mensal de dinheiro que precisarei todos os meses, para o resto de minha vida. Para chegar a este valor, fiz a seguinte conta: peguei meu salário e retiro o aporte que faço todos os meses. Dessa maneira, chego ao valor de 70% do meu salário. Hoje em dia eu já vivo confortavelmente com isso, dessa maneira, se os meus rendimentos me gerassem 70% do meu salário passivamente, estaria OK.

2) Determino uma taxa de juros real que os meus investimento poderiam gerar. Determinei o valor de 0,3% ao mês. Isso dá um juro real de 3,7% ao ano, além da inflação. Algo que facilmente uma NTB poderia gerar, turbinada com ações e fundos imobiliários.

3) Determino quanto tempo irei viver. Vou no site do IBGE, vejo a perspectiva de vida do brasileiro e coloco 10 anos a mais. Hoje esse valor está em 84 anos.

Assim, faço a conta ao contrário, que seria, qual seria o valor que tendo uma retirada de 70% do meu salário, rendendo 0,3% ao mês duraria até eu completar 84 anos?

Utilizando uma simples planilha de Excel, cheguei ao valor aproximado de 2 milhões e 100 mil reais (hoje, em julho de 2015).

Anualmente reviso os valores, uma porque meu salário aumenta, outra porque a minha idade também aumenta, além da expectativa de vida também aumentar. É claro que também temos o fato que posso viver mais de 84 anos, ficar demente, doente e outras coisas a mais, mas é um bom indicador.

E para vocês, o que fazem para calcular o valor de suas independências financeiras?

Grande abraço.

sábado, 11 de julho de 2015

Fundos de investimentos imobiliários



Os FII fazem parte da carteira desde o final do ano de 2013, aproximadamente.

Reservei um total de 15% do portfólio para eles, mas hoje em dia tenho aproximadamente 6% do total da carteira neles.
Como já havia postado antes, tive um grande aporte no começo deste ano e coloquei quase tudo em Tesouro Direto e LCIs. Sabe como é, governo petralha recém reeleito e outras coisas me fizeram ficar com medo e achei que mantendo tudo em renda fixa fosse mais seguro.
Vamos ver, o futuro dirá.

Minha técnica para escolher os fundos é muito simples:
1) Vou no site da BMF Bovespa e coleto a composição do índice IFIX, que é o índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários como um todo.
2) Tiro da lista todos os fundos com participação menor do que 1% no índice.
3) Faço a partir da lista remanescente uma nova lista, mantendo as mesmas proporções que estes tinham no índice anterior.
4) Assim, toda vez que é a vez de aportar os fundos imobiliários, devido ao balanceamento porcentual da carteira, vejo quais são os fundos que necessitam do aporte, tentando reproduzir o mais fielmente possível o IFIX.

Eu absolutamente não tenho saco e nem tempo de utilizar a mesma técnica de análise fundamentalista que tenho para as ações, mesmo porque a coleta de dados dos fundo é muito mais difícil do que a de ações (onde quase tudo que preciso consigo do Fundamentus).

Utilizando esta técnica acredito que estou associando liquidez com diversificação e simplicidade.

Os FIIs vêm subindo bem este ano, com média de rendimentos de 0,8% ao mês, além de quase 1% ao mês de valorização de cotas. Um problema que ainda venho tendo é de liquidez, já que algumas vezes não consigo comprar cotas por falta de ofertas de venda ou disparidade muito grande de preços.

Mas acredito que à medida que o tempo for passando a liquidez irá aumentar.

Bem é isso. Espero o comentário de vocês sobre a validade da técnica ou se têm uma outra sugestão para compartilhar.

Grande abraço!

domingo, 5 de julho de 2015

Histórias do mundo corporativo - I

Histórias do mundo corporativo



Bem, dando um tempo nas postagens de finanças, resolvi fazer algumas postagens mais leves, mostrando a real do mundo corporativo, o qual vivi durante aproximadamente 13 anos.

Em 2009, estava trabalhando em um projeto em uma seguradora e trabalhei igual um verdadeiro jumento no Nordeste.
Chegava em casa todo dia após as 22 horas. Trabalhava de sábado, feriado, almoçava rápido, tudo para conseguir a tão sonhada promoção.

Na empresa se falava que para que para que alguém fosse promovido, você já deveria estar "atuando" como já estivesse no próximo nível. Ou seja, se você quisesse ser gerente, eles te colocavam como gerente e assim você ganhava como um subalterno, mas levava as rabadas e a pressão insana de ser gerente.

E assim era comigo.

Quando chegou a época da promoção, fiquei esperando como um verdadeiro idiota eles me ligarem. Alguns outros colegas foram promovidos e eu nada.

Um belo dia meu chefe me ligou. Falou: bem , sua avaliação foi ótima. Sua classificação ficou em "Muito acima da média". Mas como muita gente ficou na mesma classificação que você, tivemos que estabelecer um critério de desempate. E o critério foi: quem tem MENOS tempo de casa, fica na frente de quem tem MAIS tempo. O que?!, eu disse. Como assim. Aí me explicaram: quem tem menos tempo e ficou igual a você, é melhor que você. (:-((()

Bem, você caiu para "Acima da média" e de novo, tinha mais gente que podia nesta categoria. E assim , o segundo critério ficou "Quem é mais JOVEM fica na frente de quem é mais velho. Dessa maneira, caí mais um, para "Na média".

E daí, o golpe fatal: "A matriz dos EUA falou que era pra promover só quem era muito acima e acima da média e como você ficou na média, não deu para promover você".

E assim, aprendi a mais importante lição da minha vida: A empresa quer mais é que você se foda. Não espere nada da companhia que você trabalha. Cuide você de você mesmo. E assim, comecei a investir e aportar forte, para nunca mais depender de empresa, governo e nem ninguém (financeiramente é claro).

Grande abraço!

sábado, 20 de junho de 2015

Mudanças na carteira de ações - Junho de 2015

Como já dito aqui no blog, utilizo as técnicas de Benjamin Graham e Décio Bazin na escolha de ações.

No mês de junho houveram algumas mudanças na carteira de ações.

- Volta da Alpargatas ALPA4 na carteira. Ela esteve um período com P/L acima de 15, mas com uma recente queda devido a um banco que vendeu parte de sua participação, coltou a ficar com PL em torno de 14. Como as outras variáveis continuam boas, ela voltou para a carteira.

- Saída da ELET6 Eletrobras PNB. O dividend yield caiu abaixo de 6% e agora ainda manterei em carteira, porém sem comprar mais. Ficarei monitorando para ver se o dividendo sobe novamente ou será vendido, conforme os critérios de Bazin.

- Entrada de FESA4 Ferbasa PN. Está com indicadores fundamentalistas bons e atende a todos os critérios de Graham.

- Volta de GUAR4 Guararapes PN, também por Graham.

- Inclusão de SAPR4 Sanepar PN, pelo critério de Bazin. Está pagando bons dividendos, já a mais de 2 anos.

Desse modo, a nova composição da carteira ficou assim:


Este mês está um pouco sofrido, mas acredito que é uma boa carteira para o longo prazo e defensiva.

Grande abraço!

domingo, 14 de junho de 2015

Tesouro Direto - o último peru de Natal


Minha estratégia sobre o tesouro direto é simples: coloco metade do portfólio de renda fixa nele, com um terço dos valores em cada categoria.

Ou seja, coloco um terço em IPCA, um terço em SELIC e um terço em pré-fixado.

Além de fazer esta divisão, monitoro mensalmente os valores em cada categoria e na hora de fazer o aporte no tesouro direto vejo a categoria das três que está com o valor mais baixo e coloco nele.

Outra premissa que utilizo é sempre aportar em investimentos que irão vencer em mais de 2 anos, ou seja, se tenho duas NTN-B vencendo, uma em 01/01/2017 e outra em 01/01/2024, aplico na de 2024, já que a de 2017 vai vencer em menos de dois anos e assim estaria pagando mais imposto. Obviamente, tenho minhas reservas de emergência para o curto prazo, logo, ficarei com o dinheiro aportado até o vencimento.

Analisando as diversas categorias de renda fixa, cheguei à conclusão que tesouro direto seria idealmente a única categoria de investimentos que valeria a pena investir. Logo, porque não colocar tudo em tesouro direto? Bem, a questão é puramente psicológica e um pouco lógica também.

Simplesmente porque tenho medo que o país se torne socialista, comunista. Se estivéssemos vivendo sob a égide de um bom governo, colocaria sem dúvida tudo no tesouro. Mas como temos a ameaça do bolivarianismo, comunismo, socialismo em nossas cabeças, tenho receio de deixar todo meu dinheiro nas mãos do governo.

A rentabilidade associada com a segurança que teoricamente o tesouro teria faria dele um investimento em renda fixa imbatível, mas brasil é brasil.

Algumas pessoas que conheço especulam com tesouro direto, ou seja, compram e vendem os títulos dependendo da expectativa de aumento ou corte na taxa de juros. E ganham dinheiro. Eu sinceramente não possuo nem o conhecimento nem o tempo de fazer isso, mas acredito que seria uma boa estratégia, se soubesse fazer.

Bem é isso, façam seus comentários, por favor. Acham que a estratégia está correta? Como vocês fazem o aporte e acompanhamento?

Grande abraço!


domingo, 7 de junho de 2015

A difícil escolha da alocação dos ativos



Ao iniciar a caminhada aproximadamente em 2001/2002, um dos problemas que me deparei era sobre qual seria a melhor alocação de ativos a ser feita.

Fiz primeiramente a divisão clássica: 50% em ações via fundo de ações do banco e 50% em renda fixa via fundos de renda fixa do banco também.

Após algum tempo, percebi que um outro problema seria o dos aportes. Tentei várias técnicas: fazer aporte 50% em cada um (RF e RV), fazer aportes iguais todo mês, fazer aportes rebalanceando a carteira e assim por diante.

A medida que o tempo foi passando, percebi que o melhor seria fazer aportes rebalanceando para porcentagens pré-determinadas.

Fixei as porcentagens em 37,5% em renda fixa, sendo metade em tesouro direto e a outra metade em CDBs e LCIs, 37,5 % em ações escolhidas segundo Benjamin Graham e Décio Bazin, 15% em Fundos Imobiliários e 10% em fundos cambiais o qual irei incorporar o IVVB11 (ETF do S&P 500).

Uma coisa que ainda me pego seria algo que chamarei de "desaporte". Ou seja, quando vender um ativo. Eu penso que uma boa técnica seria quando uma das categorias chegasse acima de 5% do valor pré-determinado, deveria vender para reequilibrar e dessa forma, estaria vendendo na "alta".

Nunca consegui fazer isso, seja porque no passado os meus aportes na categoria que estava mais baixa fez com que a carteira ficasse mais equilibrada, seja porque neste ano recebi um valor alto e não aportei segundo meus próprios critérios. Por medo deixei uma parte bem maior na renda fixa. Sabe como é, Petralhas de novo no poder, país virando país socialista e etc.

Outro problema com o qual me deparei foi o de quando vender as ações. Décio Bazin deixa claro que deve-se vender as ações quando estas deixam de remunerar o capital aportado em 6%, durante dois períodos seguidos.

Mas no caso de Benjamin Graham, este não deixa claro quando vender. A minha própria experiência mostra que quando a ação perde um dos critérios de escolha defensiva (favor ver aqui) esta tende a cair. Fiz a besteira de tentar esperar 2 anos como sugerido pelo Décio e vi que não é o melhor. O melhor é vender assim que os números ficam ruins.

E vocês , o que acham? Quais são seus critérios de alocação e venda?

Grande abraço!

sábado, 30 de maio de 2015

O método de escolha de ações de Décio Bazin



Décio Bazin foi um discípulo tupiniquim de Benjamin Graham e outros investidores em valor. Através de seu livro “Faça Fortuna com ações (Antes que seja tarde)”, Bazin conta muitos casos da Bolsa brasileira, na época em que as transações ocorriam ainda no pregão viva-voz, no chamado aquário.

Em 92, fiz um curso na Bovespa e pude conhecer o ambiente do aquário. Para alguém de 19 anos era um ambiente sem igual. Sonhos de riqueza e poder me invadiam todas as vezes que aparecia por lá e via aquele pessoal negociando ações aos gritos. Me sentia estimulado e com uma vontade gigantesca de operar com ações.

O livro escrito por Bazin versa sobre esta época, em que a ação mais negociada era Telebrás e que não existia Internet. Era o tempo que as cotações das ações eram publicadas nos jornais e a moeda não era ainda o Real.

Bem vamos ao método e aqui vai uma mistura do que eu utilizo e o que o Décio Bazin recomenda, já que o Bazin utilizava o dólar como balizador das operações, já que a inflação era galopante na época.
1-      As ações a serem selecionadas têm que ter um mínimo de liquidez. Eu utilizo o valor de R$ 106.410,00
2-      Após este primeiro filtro, selecionamos as ações que pagaram proventos (dividendos e JSCP) de no mínimo 6%, nos três anos anteriores. Logo ações que pagaram 6% em 2012, 2013 e 2014.
3-      Compramos lotes iguais de ações das empresas filtradas e fazemos uma planilha com o valor inicial pago pelas ações. Exemplo: se comprei R$ 1.000,00 da ação X, guardo este valor, o número de ações compradas e a data em que foi comprada.
4-      Ao final de 1 ano, atualizamos o valor pago pelo lote pela inflação, assim como atualizamos o valor dos proventos pagos durante o ano. Este valor deve necessariamente ser maior do que 6% do VALOR PAGO INICIAL, ou seja, não importa se a ação caiu ou subiu, o que importa é se o capital gasto inicialmente foi remunerado no mínimo em 6%
5-      Se a ação não remunerar o CAPITAL INICIAL em pelo menos 6%, durante dois anos seguidos, vende-se a ação. Enquanto a ação estiver remunerando o INVESTIMENTO INICIAL EM 6%, mantemos a ação em carteira.
6-      Todos os proventos (dividendos e JSCP) são reinvestidos nas ações.

Realizei uma análise dos últimos 3 anos e as ações que consistentemente pagam 6% ou mais de proventos ao ano são:
BBAS3 – Banco do Brasil
CMIG3 e CMIG 4 – Cemig
ETER3 – Eternit
Eletrobras PNB – ELET6
AES Tietê – GET3 e GETI4
 PINE4 - Banco PINE
TAEE11 – Taesa Units
WHRL4 – Whirpool PN
CSNA3 – CSN

Estas são as ações que mantenho atualmente em carteira, segundo o Método do Bazin, que conjuntamente às ações que são selecionadas pelo método de Banjamin Graham (descritas no post anterior) constituem o portfólio atual das ações em minha carteira.

Para o fechamento do mês, vamos detalhar como a carteira se comportou e como está a rentabilidade.


Grande Abraço!

Os critérios de Benjamin Graham na seleção de ações



Bem, como dito nos posts anteriores, a carteira de ações tem um peso ideal de 37,5% na minha carteira total de investimentos.
Por ora, as ações têm um peso de 20% aproximadamente e a estratégia que defini para mim foi o aumento paulatino da porcentagem alocada via aportes, com as retiradas da renda fixa e aporte de 10% do meu salário.
Desta porcentagem, aproximadamente metade da carteira é composta de ações que seguem os preceitos do livro “O Investidor Inteligente” de Benjamin Graham. Em seu capítulo 14, o autor descreve qual deveriam ser os critérios de seleção de ações para o que ele definiu como Investidor Defensivo.
O Investidor defensivo seria aquele que não tem tempo nem disposição de acompanhar o dia a dia do mercado, de aprofundar as análises de ações e nem de analisar exaustivamente os balanços e demonstrações financeiras das empresas. Em tese seria aquele que deveria gastar algo em torno de 1 a 2 horas por semana acompanhando ações e mercado acionário.
Pois bem, quais são os critérios para selecionar as ações segundo Graham, para o investidor defensivo:
1)      Empresas grandes
Aqui, Graham não define o que seja uma empresa grande. No meu caso, defini que empresa grande é aquela que tem receita anual superior a R$ 530 milhões.
2)      Um histórico longo de pagamento de dividendos
Para este critério, defini que a empresa deve ter pago proventos  (dividendos ou JSCP) ininterruptamente por 15 anos.
3)      Um valor P/L  de no máximo 15

4)      Um histórico de lucros de pelo menos 10 anos, ininterruptos.
Ou seja, em nenhum ano de prejuízo em seu histórico, nos últimos 10 anos.
5)      Um crescimento de pelo menos um terço nos lucros, utilizando médias trienais no início e no fim de 10 anos.
Por causa das altas taxas de juros no Brasil, aumentei o crescimento nos lucros para 50%. Ou seja, no ano de 2015, somo os lucros dos 3 últimos anos (2015, 2014 e 2013) e divido este número pela soma dos lucros de 10 anos atrás (2006, 2007 e 2008). Se o resultado for maior que 1,5, passou pelo critério
6)      Índice de liquidez corrente de pelo menos 2
Aqui também adaptei para os parâmetros tupiniquins e exijo qualquer número acima de 1. O índice de liquidez corrente é obtido dividindo-se o valor do Ativo Circulante pelo Passivo Circulante da companhia.
7)      P/VP (Preço sobre valor patrimonial) de pelo menos 1,5
O índice aqui é calculado dividindo-se o preço pelo valor patrimonial por ação. É um indicativo que visa medir se o preço da ação está muito caro. Neste caso, Graham, permite que este valor seja superado se o índice P/Ativos, ou preço dividido pelo valor dos ativos por ação multiplicado pelo índice P/L seja até 22,5.
8)      Dívida de longo prazo menor do que o Capital de Giro
Este índice foi o que levei mais tempo para entender , mas que no final mede o endividamento e a força financeira da empresa.  Lendo um pouco da literatura americana sobre o tema, vemos que o que Graham denomina de Capital de Giro pode ser entendido como o Ativo Circulante da companhia e a dívida de longo prazo pode ser entendido como o Passivo Não-Circulante. Deste modo, verifico se o ativo circulante é maior do que o passivo não-circulante da companhia.

Praticamente diariamente, utilizo de 10 a 15 minutos revisando os índices de diversas empresas e no mês de Maio de 2015, as empresas que atendem a todos estes critérios são:

Eternit ON – ETER3
Metal Leve – LEVE3
Marcopolo PN – POMO4
Cyrela Rela Estate – CYRE3
Telefonica PN – VIVT4
Itausa ON e PN – ITSA3 e ITSA4
Guararapes ON – GUAR3
Além destas, incluo também a Cemig (CMIG3 e CMIG4) e o Banco do Brasil (BBAS3), que apesar de hoje não atenderem a todos os critérios (Cemig o critério 8 e Banco do Brasil o 6), incluo na lista por terem bons dividendos.
Estas são as ações em que invisto, segundo o critério de Graham. Além destas, temos as que são selecionadas segundo os critérios de Décio Bazin, as quais serão motivo do próximo post.



Grande Abraço!!

A política geral de investimentos

A política geral de investimentos.

Bem pessoal, vou detalhar um pouco a política geral de investimentos que utilizo.

Baseado nas sugestões de Benjamin Graham e no livro Alocação de Ativos, determinei as seguintes proporções entre os ativos :

37,5% em renda fixa, dividido entre LCI/LCA e CDB e tesouro direto
37,5% em ações, seguindo rigidamente os preceitos de Décio Bazin e Benjamin Graham
15% em fundos imobiliários
10% em dólar

No livro O investidor inteligente, Benjamin Graham diz que a princípio uma alocação de 50% em Renda Fixa e 50% em Ações seria adequada para o investidor defensivo. A razão de ter 25% fora destas categorias seria uma diversificação a mais, já que o livro foi escrito para americanos.

No primeiro post, pode-se perceber que não estou seguindo estas proporções. A razão para isso é puramente psicológica. Em janeiro deste ano surgiu um aporte muito grande, de aproximadamente 500 mil reais e fiquei literalmente com medo de aportar todo este dinheiro na bolsa, em pleno início do segundo mandato dos petralhas.

Optei por fazer o seguinte: aportei uma parte em ações e o resto em LCI e a diferença para alcançar a proporção de 37,5% em ações do total será realizada com aportes mensais em 5 anos. Acreditava que assim diminuiria meu risco. Agora em maio de 2015 já sei que foi a decisão errada, pois agora sei que o Bovespa deu uma esticada de 20% e poderia estar aproximadamente 50 mil reais mais rico.

Mas OK, passado é passado.

Os aportes são realizados segundo a seguinte lógica: 10% do salário para investir (aprox. R$ 1200,00 em maio de 2015), 20% para pagar meu financiamento imobiliário e 70% para gastar e consumir.

Nos próximos posts vamos detalhar as ações que fazem parte do portfólio e como chegamos a elas.

Grande Abraço!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Início da caminhada

Bem....
Vamos lá!


Estou iniciando este blog, em maio de 2015, inspirado por outros blogs de finanças e com o objetivo de comentar e demonstrar teses de investimento e minha própria caminhada rumo a independência financeira e a riqueza (se Deus quiser!).

Bem falando um pouco de mim.

Tenho por volta de 40 anos de idade (em 2015) e desde 98 leio bastante sobre investimentos, porém de forma meio desordenada.

Minha história é comum a muitos outros pequenos investidores desse nosso pobre Brasil, ou seja, classe média baixa, sem educação financeira nenhuma, pais pobres e trabalhadores.

Mas, sinceramente, acho que vocês não querem muito saber de mim, não é mesmo. Acredito que o melhor seria passar direto para as técnicas de investimento que uso e o patrimônio.

Bem, em Maio de 2015 meu patrimônio está dividido conforme segue:

1) R$ 6.406,69 em dinheiro, na conta bancária, provenientes de dividendos e renda de fundos imobiliários
2) R$ 13.991,48 em um fundo DI, que constitui uma reserva de emergência
3) R$ 43.504,48 em fundos imobiliários
4) R$ 121.078,50 em ações
5) R$ 335.714,97 em LCIs/CDBs
6) R$ 25.637,70 em um fundo cambial de dólar
7) R$ 116.205,98 em tesouro direto

A pretensão do blog é discutir teses de investimento com outras pessoas que têm interesse no assunto.

Nos próximos posts irei detalhar mais as estratégias utilizadas e descrever o meu caminho rumo à independência.

Que todos que leiam o blog possam compartilhar suas experiências e assim possamos trilhar juntos este caminho.

Grande abraço a todos!