sexta-feira, 1 de março de 2019

Histórias do mundo corporativo - Prostituição velada nas empresas - Carteira do mês - Março 2019


No post passado, mencionei que presenciei algumas histórias de prostituição no mundo empresarial e isso despertou alguma curiosidade.

Pois bem, resolvi fazer um post à respeito.

Decerto que quando disse "prostituição", não quis dizer o convencional, que seria o tradicional sexo pago. Algo parecido com isso só fiquei sabendo uma vez.

Quando adolescente trabalhei em uma cadeia de lanchonetes cujo símbolo parece arcos dourados e anos depois fiquei sabendo que duas das minhas colegas haviam se tornado garotas de programa. As duas eram irmãs e trabalharam comigo durante algum tempo, mas foi depois do período em que trabalhávamos juntos, foi depois que saí da empresa para fazer faculdade.

O que quis dizer com prostituição seria algo como trocar sexo por promoções no trabalho ou ascensão social.

Em uma escala do menos pior para o pior, a situação mais patética era quando chefinhos ridículos e com pequeno/médio poder faziam pequenos mimos e gracinhas para as mulheres da empresa, em troca de sorrisos, agradecimentos e um ou outro almocinho juntos. Claro que não rolava nada além de pequenos flertes, mas era engraçado ver esses homens patéticos se desdobrando e esforçando para agradar mulheres que eles nunca teriam, apenas em troca de sorrisos e obviamente pensamentos de nojo e repulsa por parte delas. Havia um colega que nós chamávamos de "Engenheiro", que era chamado assim porque ele se dizia ser formado em engenharia e descobrimos que na verdade ele não tinha nem o segundo grau completo. Sua aparência era uma mistura do Larry dos Três Patetas com o Raul Gil. Este ser se desdobrava em comprar chocolates, lencinhos, docinhos, sabonetinhos e outros mimos para a mulherada, recebendo em troca risinhos, agradecimentos constrangidos e olhares de nojo quando o dito cujo queria abraça-las e beijá-las ao entregar estes mimos. Pensando agora, chego a sentir um pouco de pena, pois ele me parecia extremamente carente, sendo que estes momentos deveriam ser os únicos prazeres que deveria ter na vida.

Teve um outro caso de um colega que ficou responsável por um stand em uma feira, cuja premiação era uma viagem para os EUA para conhecer a matriz. O chefe desse colega colocou uma garota jovem para trabalhar com ele. O meu colega ficou responsável por contratar a empresa que montaria o stand, pelos fliers, pela parte de computadores, pelos contatos durante a feira e por fechar negócios. A garota ficou responsável pelos salgadinhos. O meu colega chegava às 7h00 e ia embora às 01h00 depois que a feira fechava. A garota chegava às 13h00 e ia embora às 20h00. No final quem ganhou a viagem foi a garota e depois meu colega descobriu que o chefe ia para os EUA também, sendo assim os dois, o chefe e a garota iriam viajar juntos. O meu amigo cometeu a loucura de por pura ingenuidade tentar reclamar para o próprio chefe sobre o caso. Ele nunca me contou o que ouviu, mas o resultado foi que ele foi ao banheiro da empresa e chorou igual uma mulherzinha.

Outra coisa que acontecia muito era quando tínhamos projetos com gringos, as mulheres tentarem arrumar algum relacionamento para sair do campo de concentração chamado Brasil. Assim, elas procuravam se insinuar, se enturmar e tentar arrumar algum trouxa que aceitaria se casar com elas. Era nítido a mudança de comportamento, as roupas e até o cheiro no ar, impregnado de perfume. Houveram casos de mulheres que saíram do país e deixaram os pais à míngua, com a promessa de enviar dinheiro, houve casos de mulheres que se casaram e depois do tempo legal se separaram, apenas para ganhar cidadania. O caso mais interessante era de uma secretária de uns 26/27 anos que fez com que um alemãozinho de uns 23 anos deixasse um relacionamento de 8 anos com uma colega de faculdade alemã em apenas 3 meses de projeto. O tal alemão ficou NOIVO da garota e era algo muito constrangedor  (para mim) ver a foto do cara na mesa da tal secretária, sabendo que o rapaz estava apenas sendo usado como passaporte. Os gringos são muitíssimo ingênuos.

Fiz uma entrevista uma vez com uma garota que trabalhava no RH e depois de um tempo fiquei sabendo que ela havia se tornado diretora de RH. Essa garota era extremamente bonita e depois fiquei sabendo que ela havia se casado com um sócio da empresa. Nesse caso, não vi tantos problemas, mesmo porque RH não serve para porcaria nenhuma, em nenhuma empresa.

Existiam muitos casos de chefes que pegavam subordinadas e uma vez foi muito engraçado porque um colega tinha estacionado o carro de forma que estava bloqueando a saída dos carros e o segurança foi correndo chamar ele porque um dos chefes queria sair e o carro dele estava no caminho. Quando esse colega chegou lá, observou que o chefe estava no volante puto da vida e uma das garotas que trabalhavam no projeto estava abaixada dentro do carro tentando se esconder.

No meu caso pessoal, houve apenas uma vez em que trabalhei com uma garota que se comportava de maneira super legal, gentil e prestativa durante um tempo e depois de conseguir de mim uma ótima avaliação, modificou totalmente o comportamento. Mas foi bom para mim, porque hoje em dia sei que me comportei tal como o Engenheiro. Era jovem e idiota e passível de cair nos papos das garotas.

Nunca mais.

No mais, continuamos com nossos investimentos. Abaixo a carteirinha que ainda estamos comprando:

Vendemos um pouco de Guararapes, mas ainda temos na carteira, assim como Fras-Le, Itaúsa, Metal Leve, Porto Seguro, Eztec, Santander, Sanepar, Mercantil do Brasil e Unipar, apenas não as estamos comprando mais. Participamos da OPA da Comgás e logo estaremos sem ela na carteira. Teremos OPA da Smiles e Multiplus também. No mais, tivemos uma grata surpresa com os bons dividendos da Itaúsa.

Grande abraço e bons investimentos!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Dicas de quem viveu no inferno - Carteira do mês - Fev/2019

Minha caminhada mais a sério nos investimentos começou para valer em 2009. Antes disso, estava mais preocupado em evoluir na carreira (kkkkkk), ter boas avaliações na empresa, fazer MBAs inúteis e outras ilusões que a organização social nos diz que é o melhor a fazer.

Quando me recordo das horas e horas gastas em fazer relatórios, gráficos e "status reports", materiais absolutamente inúteis, que ninguém lia e penso em quanto poderia ter investido em obter real conhecimento, vejo que foi como acender um fósforo e literalmente queimar dinheiro em forma de tempo. Além dos milhares e milhares de emails sem sentido, inúteis e idiotas que li e escrevi durante boa parte de minha vida dentro de organizações, chego a ficar arrepiado.

A vida nas empresas, especialmente nas que ficam no Brasil e são gerenciadas pelos brasileiros é a mais absoluta máquina de se gerar inutilidades e banalidades que posso conceber. A quase totalidade do tempo é passado em atividades que não agregam valor nenhum para ninguém. E o pessoal tem que encenar aquele teatro de fingir que trabalha, para a empresa fingir que paga.

Os piores tipos são a chamada "média gerência". São seres caricatos porque acreditam piamente que "fazem a diferença". São aqueles seres patéticos que têm a postura de um legítimo hipócrita, porque no início tentam ser "modernos" e agir de maneira consensual, "ouvindo a equipe", agindo como "people person" e na primeira contrariedade deixam escapar o feitor de escravos que têm dentro de si. Sem contar nas guerras de egos, na prostituição disfarçada das mulheres que dão para quem possa fazê-las subir na carreira e nas cenas patéticas de homens barbados se submetendo a humilhações para manter o emprego.

Será que os homens paleolíticos aceitariam receber ordens de gordinhos e gordinhas ridículas?

Foi pra isso que você aprendeu cálculo, geometria analítica, mecânica quântica, métodos estocásticos ou qualquer outra matéria que você gostava?

Não meus amigos, não foi pra isso. As empresas servem apenas para nos pagar dividendos, JCP e se valorizarem para podermos vendê-las mais caro depois que as compramos.

Foquem na sua carteira. Façam ela crescer e depois mande tudo à merda. Literalmente.

Posso dizer por experiência própria, NÃO HÁ MAIOR PRAZER QUE MANDAR A EMPRESA, SEU CHEFE E O SEU EMPREGO À MERDA!

Não à toa essa é a fantasia de quase todos que dizem o que fariam ao ganhar na megasena.



Sendo assim, escutem o velhinho aqui a aproveitem a vida de verdade, construindo o seu pequeno castelo, que é o montante que a sua carteira vale.

Abaixo temos a carteirinha que ainda estamos comprando:


Temos também Fras-Le, Guararapes, Itaúsa, Metal Leve, Porto Seguro, Eztec, Santander, Sanepar e Unipar Carbocloro, que mantemos mas não compramos mais. Vendemos AES Tietê por não atender mais nossos critérios de investimento.

Mês passado ótimo, com valorização de 3,6% da carteira como um todo, com acumulado dos últimos doze meses em 25,6% de crescimento da carteira, incluindo aportes.

Grande abraço!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Mesmo sendo milionário me sinto na merda no Brasil - Carteira do mês Jan/2019


Atualmente a série que acompanho é a série Billions, na Netflix. Um ponto que me chama a atenção é que o personagem do bilionário, mesmo tendo acesso a recursos quase ilimitados, teme a justiça e pode, seriamente parar na cadeia.

Outro ponto interessante, é que os personagens que não são bilionários, mas são "classe média alta", têm vidas parecidas com o ricaço. Seus filhos estudam em boas escolas, eles vão a restaurantes, as cidades têm parques e locais agradáveis para passar o tempo.

É claro que nem todos podem ter barcos ou mesmo casa gigantescas na beira da praia, como o bilionário, mas as vidas deles são agradáveis. Isso decorre que na verdade o comportamento e a mente das pessoas é rica e não o seu bolso.

Aqui no Brasil, mesmo podendo ser considerado "rico", minha qualidade de vida é uma merda. Morar em São Paulo, mesmo para quem tem dinheiro é um calvário diário. Não pego trânsito, mas convivo com quem pega, assim o pessoal me passa toda a tensão pelo que eles passam. Você não consegue um minuto de sossego ou silêncio nessa cidade de merda e mesmo no ABC, onde moro.

Meu bairro pode ser considerado "nobre", mas sempre passa algum idiota com som alto à noite. Os meus vizinhos até podem ter algum dinheiro, mas têm alguns têm comportamento que acredito que nem os favelados dos EUA têm. Quando estou pela cidade então, me sinto que estou no meio de uma tribo de bárbaros, não importa o lugar ou a situação.

O brasileiro, por mais dinheiro que tenha, é um ser ridículo, que visa somente seu lado mais animal. São todos fanáticos por bebida alcoólica, putarias e barulho. Os brasileiros não tem a mínima noção de caridade, solidariedade ou amor ao próximo.

Mesmo em ambientes que deveriam ser mais sofisticados os brasileiros se comportam como animais irracionais, sendo que me irrito até mais em ambientes com gente que tem mais dinheiro, pois além da falta de educação temos junto a arrogância.

Sendo assim, me resta sonhar com o dia em que sairei desse lixo e poderei viver com recursos próprios em outro lugar mais civilizado. Quem sabe um dia?

Abaixo temos a nossa carteirinha das ações que continuamos comprando:


Temos também Gurararapes, Metal leve, Eztec, Sanepar, Comgas e Unipar, as quais mantemos na carteira mas não compramos mais.

No mais, um grande abraço e bons investimentos!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

É possível o homem médio ter sucesso? - Carteira do mês - Dez/2018



Quando criança, a partir dos 7 anos de idade, comecei a ter consciência de mim mesmo e das coisas do mundo.
Aprendi a ler rapidamente e sempre fui um dos três primeiros alunos da classe, até a entrada na universidade. Consegui entrar em uma universidade pública e após o início das aulas percebi que eu não era aquilo tudo que julgava ser.
Tirei notas médias o curso todo e além disso, fiquei por um ano a mais, me formando em seis anos e não nos cinco que seria normal, em parte por ter pisado na bola no terceiro ano, me dedicando pouquíssimo ao curso e em parte por já estar entendiado mesmo.
Comecei a trabalhar e mais uma vez fiquei na "média", não sendo nem o pior e nem o melhor funcionário da empresa.
Nunca fui a estrelinha da firma, aquele que tem moral e fama entre os diretores e gerentes, mas também não fui o idiota. Fui um cara normal, regular.

Sendo assim, levei a minha vida na média, sendo bem clara a média dos padrões altos que considero uma pessoa de sucesso nas suas atividades, seja na faculdade, seja na empresa.
Acredito que a única coisa que me ajudou foi ter lido o Pai Rico, Pai Pobre ainda na juventude. Me identifiquei muito com o Kiyosaki, que parece que não era nem o burrão e nem a estrela dos lugares pelos quais passou.

Recebo mensagens de pessoas dizendo que queriam copiar minha carteira, que explicassem como poderiam fazer para investir e outros me parabenizando pelo blog.
A verdade, que de certa maneira até me envergonha um pouco, é que fiz aquilo que qualquer zé mané pode fazer, ou seja, peguei de 10 a 30 por cento do meu salário e investi. O resto, copiei de outros. Li um livro de Alocação de Ativos disponível na web e implantei a metodologia, a carteira de ações chupei direto do Benjamin Graham e Décio Bazin, os fundos imobiliários copio o Ifix, a renda fixa é 40% de Selic, 40% de IPCA e 20% de pré-fixados e os fundos multimercados copio as sugestões da Empiricus. Dólar e ouro coloco a alocação sugerida pela Empiricus também.

E é só, sem ideias mirabolantes, sem ficar o dia inteiro no home broker e sem gastar dinheiro com softwares ou cursos de investimentos, que sinceramente a meu ver não agregam tanto.

Fazendo isso, cheguei a objetivos financeiros que me colocam no 1% maior em termos de renda no Brasil, coisa que nunca imaginei para mim e que não tenho vergonha nenhuma de dizer, já que quando criança e jovem morei em uma casa que não tinha nem forro no teto do banheiro e cansei de passar por baixo da catraca do ônibus quando ia para o centro da cidade com minha mãe.

Sendo assim, se você, assim como eu, não tem nenhum talento especial, não é super inteligente, não vem de família rica e não foi favorecido geneticamente, não se aflija. Basta seguir a receita do "Homem mais rico da Babilônia" que vocês chegam lá.

No mais, o mês de novembro foi muito bom, com rendimento líquido de 3,2% da carteira, com destaque para o dólar e ações, com ótimos rendimentos. No ano estamos com 155% do CDI líquidos, já descontado o IR.

O total apenas de rendimentos da carteira do ano possibilitaria comprar o carro abaixo:


Porém, continuarei com meu Prisma 2009, como manda o manual do Warren Buffet. Quem sabe um dia chegamos lá?

Abaixo a nossa carteirinha das ações que ainda estamos comprando:


Grande abraço!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Não dirijo nunca mais em São Paulo e carteira do mês.


Já a alguns anos, posso dizer que tenho um trabalho tranquilo. Não tenho mais deadlines insanos, chefes inseguros que fazem microgerenciamento ou mesmo medo de perder o emprego. O atingimento de certos objetivos profissionais e financeiros me permitiram ter este tipo de vida atualmente.

Todavia, ainda me desloco diariamente da região do ABC até o centro de São Paulo, perto da Praça da República. Faço isso utilizando transporte público, que por incrível que pareça, no horário que pego está bem mais vazio. Tomo duas conduções para ir trabalhar, sendo que na primeira posso ir sentado sem ninguém do meu lado e na segunda vou na famosa "sanfoninha" do ônibus, onde gasto 15 minutos em pé, mas sem ninguém encostando em mim.

No total dá 1h15 de viagem, em média, se não chover. Me sinto bem, porque posso ir lendo um livro ou ouvindo música, sem me importar com a selvageria do trânsito, deixando isso para os coitados dos motoristas de ônibus, que são verdadeiros heróis, pois aguentar o povo brasileiro e sua falta de civilidade e um mínimo de compostura não é fácil.

Pensando melhor, os motoristas também não são lá essas coisas, pois pelo menos na linha que eu pego alguns deles tem a cara de pau de ouvir músicas horríveis no último volume, mexer no celular e mesmo comer enquanto dirigem, sendo assim, merecem tudo o que acontece com eles também.

No mês de outubro tive que me deslocar do centro de SP para a região do Shopping Morumbi, que para vocês terem uma ideia se assemelha a saída para praia num feriadão todos os dias, por causa do trânsito. Como o transporte público nesta região é horrível, inventei de ir de carro.

Pior viagem. Depois de quatro dias de trânsito infernal, fiquei com torcicolo nos dois lados do pescoço, somente por conta da tensão. E olha que eu saía por volta das 16h30 do lugar. Fiquei em sofrimento todo o final de semana e não pude aproveitar direito um aniversário que aconteceu no sábado.

Foi quando percebi que somente com os dois últimos meses do lucro da minha carteira eu poderia pegar um Uber durante os próximos 6 anos todos os dias para ir trabalhar, se fosse o caso. Como é bom ter dinheiro!

Sendo assim, a última semana foi Uber direto, em que relaxava e ouvia algumas besteiras dos motoristas. Teve um até que me começou a falar de Bolsa, falando de canais de alta e baixa, suportes, ordens de start e stop. Me interessei um pouco e perguntei que corretora ele utilizava e este me informou que na verdade usava um SIMULADOR tipo Folhainvest para fazer as tais operações e que iria ficar rico quando aplicasse no mercado real!

Desejei-lhe boa sorte!


Teve um outro que com humildade se interessou sobre o assunto de investimentos, admitindo que não sabia nada e passei para ele via celular uma cópia do Homem mais rico da Babilônia, livro que considero junto com o Pai Rico, Pai Pobre os livros principais na vida de qualquer investidor iniciante. Espero ter mudado a vida de alguém, como estes livros mudaram a minha.

Bom, segue abaixo a nossa carteirinha de ações:


Ainda temos Guararapes, Metal Leve, Porto Seguro, Unipar, Sanepar, Santander e Mercantil do Brasil, mas não estamos comprando mais porque ficaram caras, mas mantemos porque ainda têm bons fundamentos.

No mais, mês maravilhoso após a eleição do nosso capitão com subida de 7% da carteira como um todo somente no mês de outubro.

Grande abraço à todos!


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Greta Van Fleet, prévia da aposentadoria e carteira do mês


Olá pessoal, espero que todos estejam bem.

Geralmente, para escrever mensalmente no blog, busco inspiração nos assuntos que mais me impactaram durante o mês e misturo com algumas observações financeiras e coisas que aconteceram na minha vida.

Pois bem, entre os diversos assuntos que impactaram este mês foi descobrir a banda norte-americana Greta Van Fleet. Na minha casa somos somente eu e a minha esposa e ambos somos avessos em sair de casa no sábado à noite. Seja pela selvageria que vivemos nas cidades brasileiras, seja pelo comportamento obtuso das pessoas, seja pelo absurdo preço de entrada em locais onde somente vamos nos deparar com comida ruim, som altíssimo e pessoas mal-educadas, nossa diversão aos sábados passa por ficar no quarto, à meia luz e curtir um rock and roll, geralmente na Kiss FM.

A Kiss tem uma programação muito boa nos sábados e um dia, após um relaxamento corporal mútuo (se é que me entendem) estava ouvindo a rádio e uma música me chamou atenção. No início pensei tratar-se de uma nova música do Guns'n'Roses pois o vocal era puro Axl Rose e a guitarra parecia muito Led Zeppelin. Foi só depois que o locutor disse o nome da música, chamava-se "Safari Song" do Greta Van Fleet. É uma banda espetacular, com um som setentista de primeira e a grande atração é o vocal, na mais nobre tradição dos melhores vocais do rock. Vale a pena conhecer!

Tirei 15 dias de férias e como minha esposa estava trabalhando, fiquei uma semana em casa de bobeira e tive um pouco do gosto do que seria a independência financeira, tendo tempo para fazer o que me desse na telha.

Sendo assim, fiquei entre assistir uns vídeos na Netflix, dormir, ir almoçar e outras besteiras mais. O que me chateou muito foi não ter lido mais. Existe uma lista imensa de livros que desejo ler e não tive presença de espírito para pegar um bendito livro e ler. Acredito que seja o enfado ainda do trabalho. Quem sabe depois de alguns meses, teremos capacidade de relaxar e conseguir parar para pegar um livro e melhorar nossos conhecimentos. Malditos celulares, Internet e Netflix que me emburreceram!!

No mais, os investimentos vão bem, graças a nossa posição cambial e em ações. Conseguimos entrar no Fundo Verde e compramos um pouco mais de ações. A seguir a nossa carteirinha de ações que ainda estamos comprando:


Ninguém perguntou mas a seguir está a lista de multimercados que tenho, que são aproximadamente 10% da carteira hoje em dia:

Kinea Chronos
Absolute Hedge
Kapitalo Kappa
Gavea Macro
Ethica Macro
Ibiuna Hedge
Adam Macro
SPX Nimitz
Fundo VERDE

Grande abraço a todos!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Pragmatismo e carteiras do mês



Admito que durante o tempo me tornei admirador do Jair Bolsonaro. Muitos e muitos pontos do que ele fala e pensa se alinham com o que também penso. Claro que não tudo, mas em relação ao que é dito sobre a atual lobotomia do politicamente correto a qual estamos submetidos, estou de pleno acordo.

Também penso que criminosos têm que ser tratados fria e impiedosamente, sou contra toda e qualquer política de cotas e acredito que se o camarada quer dar seu orifício anal para ser penetrado por outro que seja, mas não apoio de maneira nenhuma qualquer vantagem a qualquer pessoa apenas por este fato, nem dinheiro público para paradas e ongs de qualquer coloração.

Porém, como qualquer investidor, temos que ser pragmáticos. Se eu sozinho pudesse decidir a eleição, votaria no João Amoedo, tendo o Bolsonaro como seu ministro da justiça talvez e com Henrique Meirelles na fazenda. Mas não posso fazer isso.

Sendo assim, como todo investidor que se preza, temos que avaliar riscos e retornos, nos cenários que se avizinham. Nesse sentido, pensando pragmaticamente, decidi votar em Geraldo Alckmin. Este, apesar de não ser minha primeira escolha, já se comprometeu com reformas e teria o apoio suficiente no congresso para aprová-las. Seria um pequeno passo para a implantação do liberalismo no Brasil, mas seria um passo.

O nosso capitão, apesar de coração desejar que ele ganhe, não teria o apoio dos canalhas que serão eleitos para o congresso e seria diuturnamente bombardeado pela imprensa socialista brasileira. Infelizmente o brasil é uma sociedade marxista e teremos que lentamente ir eliminando este mal.

O investidor tem que ser pragmático e se posicionar para garantir o melhor risco-retorno. Sendo assim, o Alckmin representa o menor risco, com possibilidade de um bom retorno, uma vez que conseguirá fazer as reformas necessárias, mesmo cercado de ladrões. Aproveitar esta onda, se houver, acredito que para mim será semelhante ao que ocorreu quando os petralhas fomentaram a bolha imobiliária em 2013-2014. Se o Alckmin ganhar, acredito que teremos uma verdadeira bolha no mercado de ações e de fundos imobiliários o que em tese fará com que quem souber se posicionar atinja um outro patamar como investidor.

Já se for com o capitão, acredito que pode haver reformas sim, porém muito mais difíceis de serem aprovadas, uma vez que o congresso lhe será mais difícil de apoiar. Mas ainda assim, bolsa seria uma boa pedida, mas claro que com uma fatia considerável de dólar e puts se tudo der errado e tirarem ele de lá.

Se lulladrão, ciro ou qualquer outro esquerdista assumir, aí será fácil. Encher o bolso de dólar e começar a enviar dinheiro para fora do país. Ter um pouco de dólar e ouro físico também ajudaria no caso de termos que fugir do país, como fizeram os venezuelanos mais espertos.

Nossa carteirinha de ações está como segue:


Ninguém pediu, mas abaixo estão os fundos imobiliários que estou comprando, com os respectivos pesos, que perfazem 20% do total da minha carteira:


Um grande abraço a todos!