quinta-feira, 9 de maio de 2019

Sabedoria do Evangelho - Pastorino, verdadeira sabedoria, carteira do mês - Maio de 2019


Olá caros amigos!

Espero que todos estejam bem.

Recentemente finalizei os oito volumes da monumental obra de Carlos Torres Pastorino, "Sabedoria do Evangelho", que se coloca junto com o Trivium como os dois livros mais difíceis e valiosos que já pude ter contato em minha vida.

A leitura deste livro nos remete à máxima que quanto mais aprendemos mais temos a noção de que nada sabemos e que a humildade é a principal característica daquele que busca o conhecimento.

O autor disseca os Evangelhos versículo a versículo e nos brinda com os conhecimentos históricos, geográficos, teológicos, religiosos e linguísticos necessários a se fazer a verdadeira compreensão de quem Jesus era e de como cada ato, palavra e acontecimento do Evangelho tem um significado simbólico e de alta espiritualidade para todos nós. 

O próprio autor já é um homem de exceção, muitíssimo mais avançado que muitos que perambulam por aí. Além de ser capaz de discorrer sobre a análise sintática e gramatical do grego, hebraico e latim em que os Evangelhos foram escritos e comentados, possuía vasto repertório cultural, além de ter a disciplina e boa vontade de fazer análise comparativa de textos tão variados e antigos como os produzidos por Santo Agostinho, Lagrange, Santa Terezinha, Ambrósio, Flávio Josefo e muitíssimos outros.

A cada capítulo, me maravilhava de como um ser humano pôde produzir algo tão complexo e grandioso, que exigia de mim toda minha atenção e discernimento apenas para compreender o que estava lendo.

E pensar que tal obra, quando foi escrita, foi publicada em fascículos que podiam ser comprados em banca de jornal. Realmente, o processo de decadência da mente dos brasileiros é algo que não tem comparação com mais nada no mundo.

Recomendo fortemente a leitura, assim como do Trivium, que já foi comentado aqui.

No mais, segue a carteirinha de ações que ainda estamos comprando:


Temos também Metal Leve, Porto Seguro, Eztec, Santander, Sanepar, Mercantil do Brasil e Unipar Carbocloro, que possuímos mas não estamos mais comprando.

Recentemente começamos a diversificar mais um pouco e iniciamos a compra de ETF que replica o S&P 500.

No mais, grande abraço!

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Spotify, desapego e carteira do mês - Abril 2019

Nos idos de 1985 aconteceu um evento no Brasil que mudou literalmente minha vida. Riam o quanto quiserem, mas o Rock in Rio foi um verdadeiro divisor de águas para muitos.

Era apenas um pré-adolescente na época e música em minha casa era basicamente um 3 em 1 da Sharp, com toca-discos, toca fitas e rádio, os quais tocavam os discos que o meu pai gostava e entre eles estavam os discos dos Beatles, que era o rock mais pesado que meu pai ouvia. Ele também tinha Elvis Presley, mas bandas de rock mesmo, só Beatles, que em muitos casos nem pode ser considerado rock.

Com o advento do Rock in Rio e da massiva propaganda que foi feita na época, comecei a saber que existiam coisas como Queen, Ozzy Osbourne, Scorpions, Iron Maiden e outras bandas e assim que comecei a ouvir o disco oficial (abaixo) foi como um novo mundo se abrisse para mim.


O próprio Brasil vivia ares novos e o rock nacional renascia, com Ultraje, Garotos Podres, Camisa de Vênus e o próprio Sepultura, que nasceu nessa época. Junto com tudo isso, nasceu uma pequena revista que eu comprava chamada "Metal" (capas abaixo). Graças a esta revista soube o que era Led Zeppelin, Deep Purple, Iron Maiden, Metallica, Slayer e tantas outras bandas maravilhosas.


Que época maravilhosa! Agradeço muito aos editores da revista. Muito da minha formação cultural vem daí.

Assisti o nascimento do Iron Maiden, do Metalica, do Guns'n' Roses e tantas bandas que hoje são consideradas clássicas. Comprei o The Number of the Beast, o Rising Force do Yngwie Malmsteen, o Master of Puppets do Metalica, o Back in Black do AC/DC, tudo na Mesbla, Mappin e lojas congêneres. Comecei a ouvir os grandes: Black Sabbath, Iron Maiden, Deep Purple, Rush e o maior de todos, o LED ZEPPELIN.

E assim, 34 anos depois vendi todos os meus discos e CDs e digitalizei-os. Até a bem pouco tempo atrás ainda ouvia no meu celular com um tocador de MP3 qualquer.

Foi quando semana passada um Uber me falou sobre o Spotify. Instalei o aplicativo e fiz alguns testes. Achei até o Rose Tatoo, o Accept e o Saxon no aplicativo e com um som ótimo!

Sendo assim, a modernidade democratizou o acesso ao rock bom. Não é mais preciso comprar o disco ou o CD ou então piratear música de baixa qualidade na internet. É só instalar o Spotify. Não tem mais como o pessoal do Caetano Veloso, a Rede Globo e outros lixos imporem porcaria no seu ouvido, coisa que eles sempre fizeram com as gravadoras e com as rádios, sendo por isso que o rock sempre foi marginalizado nas TVs e nos jornais e outros meios de comunicação lixos mainstream.

No mais, segue nossa carteirinhas das ações que ainda estamos comprando:


Várias ações voltaram para a carteira e estamos bem contentes. Ainda temos mas não estamos comprando Itausa, Metal leve, Porto Seguro, Eztec, Multiplus (participamos do OPA), Santander, Sanepar e Unipar.

No mais, ouçam rock e não fiquem burros!

Grande abraço!

sexta-feira, 1 de março de 2019

Histórias do mundo corporativo - Prostituição velada nas empresas - Carteira do mês - Março 2019


No post passado, mencionei que presenciei algumas histórias de prostituição no mundo empresarial e isso despertou alguma curiosidade.

Pois bem, resolvi fazer um post à respeito.

Decerto que quando disse "prostituição", não quis dizer o convencional, que seria o tradicional sexo pago. Algo parecido com isso só fiquei sabendo uma vez.

Quando adolescente trabalhei em uma cadeia de lanchonetes cujo símbolo parece arcos dourados e anos depois fiquei sabendo que duas das minhas colegas haviam se tornado garotas de programa. As duas eram irmãs e trabalharam comigo durante algum tempo, mas foi depois do período em que trabalhávamos juntos, foi depois que saí da empresa para fazer faculdade.

O que quis dizer com prostituição seria algo como trocar sexo por promoções no trabalho ou ascensão social.

Em uma escala do menos pior para o pior, a situação mais patética era quando chefinhos ridículos e com pequeno/médio poder faziam pequenos mimos e gracinhas para as mulheres da empresa, em troca de sorrisos, agradecimentos e um ou outro almocinho juntos. Claro que não rolava nada além de pequenos flertes, mas era engraçado ver esses homens patéticos se desdobrando e esforçando para agradar mulheres que eles nunca teriam, apenas em troca de sorrisos e obviamente pensamentos de nojo e repulsa por parte delas. Havia um colega que nós chamávamos de "Engenheiro", que era chamado assim porque ele se dizia ser formado em engenharia e descobrimos que na verdade ele não tinha nem o segundo grau completo. Sua aparência era uma mistura do Larry dos Três Patetas com o Raul Gil. Este ser se desdobrava em comprar chocolates, lencinhos, docinhos, sabonetinhos e outros mimos para a mulherada, recebendo em troca risinhos, agradecimentos constrangidos e olhares de nojo quando o dito cujo queria abraça-las e beijá-las ao entregar estes mimos. Pensando agora, chego a sentir um pouco de pena, pois ele me parecia extremamente carente, sendo que estes momentos deveriam ser os únicos prazeres que deveria ter na vida.

Teve um outro caso de um colega que ficou responsável por um stand em uma feira, cuja premiação era uma viagem para os EUA para conhecer a matriz. O chefe desse colega colocou uma garota jovem para trabalhar com ele. O meu colega ficou responsável por contratar a empresa que montaria o stand, pelos fliers, pela parte de computadores, pelos contatos durante a feira e por fechar negócios. A garota ficou responsável pelos salgadinhos. O meu colega chegava às 7h00 e ia embora às 01h00 depois que a feira fechava. A garota chegava às 13h00 e ia embora às 20h00. No final quem ganhou a viagem foi a garota e depois meu colega descobriu que o chefe ia para os EUA também, sendo assim os dois, o chefe e a garota iriam viajar juntos. O meu amigo cometeu a loucura de por pura ingenuidade tentar reclamar para o próprio chefe sobre o caso. Ele nunca me contou o que ouviu, mas o resultado foi que ele foi ao banheiro da empresa e chorou igual uma mulherzinha.

Outra coisa que acontecia muito era quando tínhamos projetos com gringos, as mulheres tentarem arrumar algum relacionamento para sair do campo de concentração chamado Brasil. Assim, elas procuravam se insinuar, se enturmar e tentar arrumar algum trouxa que aceitaria se casar com elas. Era nítido a mudança de comportamento, as roupas e até o cheiro no ar, impregnado de perfume. Houveram casos de mulheres que saíram do país e deixaram os pais à míngua, com a promessa de enviar dinheiro, houve casos de mulheres que se casaram e depois do tempo legal se separaram, apenas para ganhar cidadania. O caso mais interessante era de uma secretária de uns 26/27 anos que fez com que um alemãozinho de uns 23 anos deixasse um relacionamento de 8 anos com uma colega de faculdade alemã em apenas 3 meses de projeto. O tal alemão ficou NOIVO da garota e era algo muito constrangedor  (para mim) ver a foto do cara na mesa da tal secretária, sabendo que o rapaz estava apenas sendo usado como passaporte. Os gringos são muitíssimo ingênuos.

Fiz uma entrevista uma vez com uma garota que trabalhava no RH e depois de um tempo fiquei sabendo que ela havia se tornado diretora de RH. Essa garota era extremamente bonita e depois fiquei sabendo que ela havia se casado com um sócio da empresa. Nesse caso, não vi tantos problemas, mesmo porque RH não serve para porcaria nenhuma, em nenhuma empresa.

Existiam muitos casos de chefes que pegavam subordinadas e uma vez foi muito engraçado porque um colega tinha estacionado o carro de forma que estava bloqueando a saída dos carros e o segurança foi correndo chamar ele porque um dos chefes queria sair e o carro dele estava no caminho. Quando esse colega chegou lá, observou que o chefe estava no volante puto da vida e uma das garotas que trabalhavam no projeto estava abaixada dentro do carro tentando se esconder.

No meu caso pessoal, houve apenas uma vez em que trabalhei com uma garota que se comportava de maneira super legal, gentil e prestativa durante um tempo e depois de conseguir de mim uma ótima avaliação, modificou totalmente o comportamento. Mas foi bom para mim, porque hoje em dia sei que me comportei tal como o Engenheiro. Era jovem e idiota e passível de cair nos papos das garotas.

Nunca mais.

No mais, continuamos com nossos investimentos. Abaixo a carteirinha que ainda estamos comprando:

Vendemos um pouco de Guararapes, mas ainda temos na carteira, assim como Fras-Le, Itaúsa, Metal Leve, Porto Seguro, Eztec, Santander, Sanepar, Mercantil do Brasil e Unipar, apenas não as estamos comprando mais. Participamos da OPA da Comgás e logo estaremos sem ela na carteira. Teremos OPA da Smiles e Multiplus também. No mais, tivemos uma grata surpresa com os bons dividendos da Itaúsa.

Grande abraço e bons investimentos!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Dicas de quem viveu no inferno - Carteira do mês - Fev/2019

Minha caminhada mais a sério nos investimentos começou para valer em 2009. Antes disso, estava mais preocupado em evoluir na carreira (kkkkkk), ter boas avaliações na empresa, fazer MBAs inúteis e outras ilusões que a organização social nos diz que é o melhor a fazer.

Quando me recordo das horas e horas gastas em fazer relatórios, gráficos e "status reports", materiais absolutamente inúteis, que ninguém lia e penso em quanto poderia ter investido em obter real conhecimento, vejo que foi como acender um fósforo e literalmente queimar dinheiro em forma de tempo. Além dos milhares e milhares de emails sem sentido, inúteis e idiotas que li e escrevi durante boa parte de minha vida dentro de organizações, chego a ficar arrepiado.

A vida nas empresas, especialmente nas que ficam no Brasil e são gerenciadas pelos brasileiros é a mais absoluta máquina de se gerar inutilidades e banalidades que posso conceber. A quase totalidade do tempo é passado em atividades que não agregam valor nenhum para ninguém. E o pessoal tem que encenar aquele teatro de fingir que trabalha, para a empresa fingir que paga.

Os piores tipos são a chamada "média gerência". São seres caricatos porque acreditam piamente que "fazem a diferença". São aqueles seres patéticos que têm a postura de um legítimo hipócrita, porque no início tentam ser "modernos" e agir de maneira consensual, "ouvindo a equipe", agindo como "people person" e na primeira contrariedade deixam escapar o feitor de escravos que têm dentro de si. Sem contar nas guerras de egos, na prostituição disfarçada das mulheres que dão para quem possa fazê-las subir na carreira e nas cenas patéticas de homens barbados se submetendo a humilhações para manter o emprego.

Será que os homens paleolíticos aceitariam receber ordens de gordinhos e gordinhas ridículas?

Foi pra isso que você aprendeu cálculo, geometria analítica, mecânica quântica, métodos estocásticos ou qualquer outra matéria que você gostava?

Não meus amigos, não foi pra isso. As empresas servem apenas para nos pagar dividendos, JCP e se valorizarem para podermos vendê-las mais caro depois que as compramos.

Foquem na sua carteira. Façam ela crescer e depois mande tudo à merda. Literalmente.

Posso dizer por experiência própria, NÃO HÁ MAIOR PRAZER QUE MANDAR A EMPRESA, SEU CHEFE E O SEU EMPREGO À MERDA!

Não à toa essa é a fantasia de quase todos que dizem o que fariam ao ganhar na megasena.



Sendo assim, escutem o velhinho aqui a aproveitem a vida de verdade, construindo o seu pequeno castelo, que é o montante que a sua carteira vale.

Abaixo temos a carteirinha que ainda estamos comprando:


Temos também Fras-Le, Guararapes, Itaúsa, Metal Leve, Porto Seguro, Eztec, Santander, Sanepar e Unipar Carbocloro, que mantemos mas não compramos mais. Vendemos AES Tietê por não atender mais nossos critérios de investimento.

Mês passado ótimo, com valorização de 3,6% da carteira como um todo, com acumulado dos últimos doze meses em 25,6% de crescimento da carteira, incluindo aportes.

Grande abraço!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Mesmo sendo milionário me sinto na merda no Brasil - Carteira do mês Jan/2019


Atualmente a série que acompanho é a série Billions, na Netflix. Um ponto que me chama a atenção é que o personagem do bilionário, mesmo tendo acesso a recursos quase ilimitados, teme a justiça e pode, seriamente parar na cadeia.

Outro ponto interessante, é que os personagens que não são bilionários, mas são "classe média alta", têm vidas parecidas com o ricaço. Seus filhos estudam em boas escolas, eles vão a restaurantes, as cidades têm parques e locais agradáveis para passar o tempo.

É claro que nem todos podem ter barcos ou mesmo casa gigantescas na beira da praia, como o bilionário, mas as vidas deles são agradáveis. Isso decorre que na verdade o comportamento e a mente das pessoas é rica e não o seu bolso.

Aqui no Brasil, mesmo podendo ser considerado "rico", minha qualidade de vida é uma merda. Morar em São Paulo, mesmo para quem tem dinheiro é um calvário diário. Não pego trânsito, mas convivo com quem pega, assim o pessoal me passa toda a tensão pelo que eles passam. Você não consegue um minuto de sossego ou silêncio nessa cidade de merda e mesmo no ABC, onde moro.

Meu bairro pode ser considerado "nobre", mas sempre passa algum idiota com som alto à noite. Os meus vizinhos até podem ter algum dinheiro, mas alguns têm comportamento que acredito que nem os favelados dos EUA têm. Quando estou pela cidade então, sinto que estou no meio de uma tribo de bárbaros, não importa o lugar ou a situação.

O brasileiro, por mais dinheiro que tenha, é um ser ridículo, que visa somente seu lado mais animal. São todos fanáticos por bebida alcoólica, putarias e barulho. Os brasileiros não tem a mínima noção de caridade, solidariedade ou amor ao próximo.

Mesmo em ambientes que deveriam ser mais sofisticados os brasileiros se comportam como animais irracionais, sendo que me irrito até mais em ambientes com gente que tem mais dinheiro, pois além da falta de educação temos junto a arrogância.

Sendo assim, me resta sonhar com o dia em que sairei desse lixo e poderei viver com recursos próprios em outro lugar mais civilizado. Quem sabe um dia?

Abaixo temos a nossa carteirinha das ações que continuamos comprando:


Temos também Gurararapes, Metal leve, Eztec, Sanepar, Comgas e Unipar, as quais mantemos na carteira mas não compramos mais.

No mais, um grande abraço e bons investimentos!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

É possível o homem médio ter sucesso? - Carteira do mês - Dez/2018



Quando criança, a partir dos 7 anos de idade, comecei a ter consciência de mim mesmo e das coisas do mundo.
Aprendi a ler rapidamente e sempre fui um dos três primeiros alunos da classe, até a entrada na universidade. Consegui entrar em uma universidade pública e após o início das aulas percebi que eu não era aquilo tudo que julgava ser.
Tirei notas médias o curso todo e além disso, fiquei por um ano a mais, me formando em seis anos e não nos cinco que seria normal, em parte por ter pisado na bola no terceiro ano, me dedicando pouquíssimo ao curso e em parte por já estar entendiado mesmo.
Comecei a trabalhar e mais uma vez fiquei na "média", não sendo nem o pior e nem o melhor funcionário da empresa.
Nunca fui a estrelinha da firma, aquele que tem moral e fama entre os diretores e gerentes, mas também não fui o idiota. Fui um cara normal, regular.

Sendo assim, levei a minha vida na média, sendo bem clara a média dos padrões altos que considero uma pessoa de sucesso nas suas atividades, seja na faculdade, seja na empresa.
Acredito que a única coisa que me ajudou foi ter lido o Pai Rico, Pai Pobre ainda na juventude. Me identifiquei muito com o Kiyosaki, que parece que não era nem o burrão e nem a estrela dos lugares pelos quais passou.

Recebo mensagens de pessoas dizendo que queriam copiar minha carteira, que explicassem como poderiam fazer para investir e outros me parabenizando pelo blog.
A verdade, que de certa maneira até me envergonha um pouco, é que fiz aquilo que qualquer zé mané pode fazer, ou seja, peguei de 10 a 30 por cento do meu salário e investi. O resto, copiei de outros. Li um livro de Alocação de Ativos disponível na web e implantei a metodologia, a carteira de ações chupei direto do Benjamin Graham e Décio Bazin, os fundos imobiliários copio o Ifix, a renda fixa é 40% de Selic, 40% de IPCA e 20% de pré-fixados e os fundos multimercados copio as sugestões da Empiricus. Dólar e ouro coloco a alocação sugerida pela Empiricus também.

E é só, sem ideias mirabolantes, sem ficar o dia inteiro no home broker e sem gastar dinheiro com softwares ou cursos de investimentos, que sinceramente a meu ver não agregam tanto.

Fazendo isso, cheguei a objetivos financeiros que me colocam no 1% maior em termos de renda no Brasil, coisa que nunca imaginei para mim e que não tenho vergonha nenhuma de dizer, já que quando criança e jovem morei em uma casa que não tinha nem forro no teto do banheiro e cansei de passar por baixo da catraca do ônibus quando ia para o centro da cidade com minha mãe.

Sendo assim, se você, assim como eu, não tem nenhum talento especial, não é super inteligente, não vem de família rica e não foi favorecido geneticamente, não se aflija. Basta seguir a receita do "Homem mais rico da Babilônia" que vocês chegam lá.

No mais, o mês de novembro foi muito bom, com rendimento líquido de 3,2% da carteira, com destaque para o dólar e ações, com ótimos rendimentos. No ano estamos com 155% do CDI líquidos, já descontado o IR.

O total apenas de rendimentos da carteira do ano possibilitaria comprar o carro abaixo:


Porém, continuarei com meu Prisma 2009, como manda o manual do Warren Buffet. Quem sabe um dia chegamos lá?

Abaixo a nossa carteirinha das ações que ainda estamos comprando:


Grande abraço!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Não dirijo nunca mais em São Paulo e carteira do mês.


Já a alguns anos, posso dizer que tenho um trabalho tranquilo. Não tenho mais deadlines insanos, chefes inseguros que fazem microgerenciamento ou mesmo medo de perder o emprego. O atingimento de certos objetivos profissionais e financeiros me permitiram ter este tipo de vida atualmente.

Todavia, ainda me desloco diariamente da região do ABC até o centro de São Paulo, perto da Praça da República. Faço isso utilizando transporte público, que por incrível que pareça, no horário que pego está bem mais vazio. Tomo duas conduções para ir trabalhar, sendo que na primeira posso ir sentado sem ninguém do meu lado e na segunda vou na famosa "sanfoninha" do ônibus, onde gasto 15 minutos em pé, mas sem ninguém encostando em mim.

No total dá 1h15 de viagem, em média, se não chover. Me sinto bem, porque posso ir lendo um livro ou ouvindo música, sem me importar com a selvageria do trânsito, deixando isso para os coitados dos motoristas de ônibus, que são verdadeiros heróis, pois aguentar o povo brasileiro e sua falta de civilidade e um mínimo de compostura não é fácil.

Pensando melhor, os motoristas também não são lá essas coisas, pois pelo menos na linha que eu pego alguns deles tem a cara de pau de ouvir músicas horríveis no último volume, mexer no celular e mesmo comer enquanto dirigem, sendo assim, merecem tudo o que acontece com eles também.

No mês de outubro tive que me deslocar do centro de SP para a região do Shopping Morumbi, que para vocês terem uma ideia se assemelha a saída para praia num feriadão todos os dias, por causa do trânsito. Como o transporte público nesta região é horrível, inventei de ir de carro.

Pior viagem. Depois de quatro dias de trânsito infernal, fiquei com torcicolo nos dois lados do pescoço, somente por conta da tensão. E olha que eu saía por volta das 16h30 do lugar. Fiquei em sofrimento todo o final de semana e não pude aproveitar direito um aniversário que aconteceu no sábado.

Foi quando percebi que somente com os dois últimos meses do lucro da minha carteira eu poderia pegar um Uber durante os próximos 6 anos todos os dias para ir trabalhar, se fosse o caso. Como é bom ter dinheiro!

Sendo assim, a última semana foi Uber direto, em que relaxava e ouvia algumas besteiras dos motoristas. Teve um até que me começou a falar de Bolsa, falando de canais de alta e baixa, suportes, ordens de start e stop. Me interessei um pouco e perguntei que corretora ele utilizava e este me informou que na verdade usava um SIMULADOR tipo Folhainvest para fazer as tais operações e que iria ficar rico quando aplicasse no mercado real!

Desejei-lhe boa sorte!


Teve um outro que com humildade se interessou sobre o assunto de investimentos, admitindo que não sabia nada e passei para ele via celular uma cópia do Homem mais rico da Babilônia, livro que considero junto com o Pai Rico, Pai Pobre os livros principais na vida de qualquer investidor iniciante. Espero ter mudado a vida de alguém, como estes livros mudaram a minha.

Bom, segue abaixo a nossa carteirinha de ações:


Ainda temos Guararapes, Metal Leve, Porto Seguro, Unipar, Sanepar, Santander e Mercantil do Brasil, mas não estamos comprando mais porque ficaram caras, mas mantemos porque ainda têm bons fundamentos.

No mais, mês maravilhoso após a eleição do nosso capitão com subida de 7% da carteira como um todo somente no mês de outubro.

Grande abraço à todos!


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Greta Van Fleet, prévia da aposentadoria e carteira do mês


Olá pessoal, espero que todos estejam bem.

Geralmente, para escrever mensalmente no blog, busco inspiração nos assuntos que mais me impactaram durante o mês e misturo com algumas observações financeiras e coisas que aconteceram na minha vida.

Pois bem, entre os diversos assuntos que impactaram este mês foi descobrir a banda norte-americana Greta Van Fleet. Na minha casa somos somente eu e a minha esposa e ambos somos avessos em sair de casa no sábado à noite. Seja pela selvageria que vivemos nas cidades brasileiras, seja pelo comportamento obtuso das pessoas, seja pelo absurdo preço de entrada em locais onde somente vamos nos deparar com comida ruim, som altíssimo e pessoas mal-educadas, nossa diversão aos sábados passa por ficar no quarto, à meia luz e curtir um rock and roll, geralmente na Kiss FM.

A Kiss tem uma programação muito boa nos sábados e um dia, após um relaxamento corporal mútuo (se é que me entendem) estava ouvindo a rádio e uma música me chamou atenção. No início pensei tratar-se de uma nova música do Guns'n'Roses pois o vocal era puro Axl Rose e a guitarra parecia muito Led Zeppelin. Foi só depois que o locutor disse o nome da música, chamava-se "Safari Song" do Greta Van Fleet. É uma banda espetacular, com um som setentista de primeira e a grande atração é o vocal, na mais nobre tradição dos melhores vocais do rock. Vale a pena conhecer!

Tirei 15 dias de férias e como minha esposa estava trabalhando, fiquei uma semana em casa de bobeira e tive um pouco do gosto do que seria a independência financeira, tendo tempo para fazer o que me desse na telha.

Sendo assim, fiquei entre assistir uns vídeos na Netflix, dormir, ir almoçar e outras besteiras mais. O que me chateou muito foi não ter lido mais. Existe uma lista imensa de livros que desejo ler e não tive presença de espírito para pegar um bendito livro e ler. Acredito que seja o enfado ainda do trabalho. Quem sabe depois de alguns meses, teremos capacidade de relaxar e conseguir parar para pegar um livro e melhorar nossos conhecimentos. Malditos celulares, Internet e Netflix que me emburreceram!!

No mais, os investimentos vão bem, graças a nossa posição cambial e em ações. Conseguimos entrar no Fundo Verde e compramos um pouco mais de ações. A seguir a nossa carteirinha de ações que ainda estamos comprando:


Ninguém perguntou mas a seguir está a lista de multimercados que tenho, que são aproximadamente 10% da carteira hoje em dia:

Kinea Chronos
Absolute Hedge
Kapitalo Kappa
Gavea Macro
Ethica Macro
Ibiuna Hedge
Adam Macro
SPX Nimitz
Fundo VERDE

Grande abraço a todos!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Pragmatismo e carteiras do mês



Admito que durante o tempo me tornei admirador do Jair Bolsonaro. Muitos e muitos pontos do que ele fala e pensa se alinham com o que também penso. Claro que não tudo, mas em relação ao que é dito sobre a atual lobotomia do politicamente correto a qual estamos submetidos, estou de pleno acordo.

Também penso que criminosos têm que ser tratados fria e impiedosamente, sou contra toda e qualquer política de cotas e acredito que se o camarada quer dar seu orifício anal para ser penetrado por outro que seja, mas não apoio de maneira nenhuma qualquer vantagem a qualquer pessoa apenas por este fato, nem dinheiro público para paradas e ongs de qualquer coloração.

Porém, como qualquer investidor, temos que ser pragmáticos. Se eu sozinho pudesse decidir a eleição, votaria no João Amoedo, tendo o Bolsonaro como seu ministro da justiça talvez e com Henrique Meirelles na fazenda. Mas não posso fazer isso.

Sendo assim, como todo investidor que se preza, temos que avaliar riscos e retornos, nos cenários que se avizinham. Nesse sentido, pensando pragmaticamente, decidi votar em Geraldo Alckmin. Este, apesar de não ser minha primeira escolha, já se comprometeu com reformas e teria o apoio suficiente no congresso para aprová-las. Seria um pequeno passo para a implantação do liberalismo no Brasil, mas seria um passo.

O nosso capitão, apesar de coração desejar que ele ganhe, não teria o apoio dos canalhas que serão eleitos para o congresso e seria diuturnamente bombardeado pela imprensa socialista brasileira. Infelizmente o brasil é uma sociedade marxista e teremos que lentamente ir eliminando este mal.

O investidor tem que ser pragmático e se posicionar para garantir o melhor risco-retorno. Sendo assim, o Alckmin representa o menor risco, com possibilidade de um bom retorno, uma vez que conseguirá fazer as reformas necessárias, mesmo cercado de ladrões. Aproveitar esta onda, se houver, acredito que para mim será semelhante ao que ocorreu quando os petralhas fomentaram a bolha imobiliária em 2013-2014. Se o Alckmin ganhar, acredito que teremos uma verdadeira bolha no mercado de ações e de fundos imobiliários o que em tese fará com que quem souber se posicionar atinja um outro patamar como investidor.

Já se for com o capitão, acredito que pode haver reformas sim, porém muito mais difíceis de serem aprovadas, uma vez que o congresso lhe será mais difícil de apoiar. Mas ainda assim, bolsa seria uma boa pedida, mas claro que com uma fatia considerável de dólar e puts se tudo der errado e tirarem ele de lá.

Se lulladrão, ciro ou qualquer outro esquerdista assumir, aí será fácil. Encher o bolso de dólar e começar a enviar dinheiro para fora do país. Ter um pouco de dólar e ouro físico também ajudaria no caso de termos que fugir do país, como fizeram os venezuelanos mais espertos.

Nossa carteirinha de ações está como segue:


Ninguém pediu, mas abaixo estão os fundos imobiliários que estou comprando, com os respectivos pesos, que perfazem 20% do total da minha carteira:


Um grande abraço a todos!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

O Brasil seria um dos piores lugares do planeta?


Sinceramente, não gosto muito de futebol.

Porém, algo acontece comigo durante a Copa, que me faz querer assistir a todos os jogos e acompanhar a tabela da Copa como acompanho os tickers das ações no home broker.

Gosto de ver os jogos e também ler as tradicionais matérias sobre os países sede e os países que disputam o torneio. Depois do torneio, volto à minha concha para despertar 4 anos depois.

Algo que muito me chamou a atenção durante os jogos foram as fotos e as reportagens sobre a Rússia, que na minha imaginação sempre assumi que seria um país pobre, com problemas sociais e eventuais misérias que todas as grandes cidades do mundo têm.

O que vi e ouvi foi muito diferente. As imagens e reportagens mostravam um país pujante, com pessoas educadas, muita limpeza nas ruas e os avanços evidentes que o país tem em relação às mais diversas facetas do mundo moderno, como facilidade de comunicação, transporte público e demais coisas que imaginamos somente existir em países como Canadá, EUA e Alemanha, por exemplo.

E assim se passou com vários outros países que disputaram o certame, como a Croácia, a Sérvia e tantos outros países que no meu imaginário seriam países semelhantes ao Brasil em suas mazelas.

O que se passou é que não é nada disso. Todos estes países considerados no passado como de "Terceiro Mundo" saídos da dominação soviética, são países belos, ordeiros e com pessoas de alto nível educacional, assim como os russos.

Quando trabalhava em multinacional, tive oportunidade de conhecer muitos lugares diferentes. Conheci quase todas as capitais e cidades grandes do Brasil. Fui para o Chile, México, USA, Alemanha, Inglaterra, França, Suíça, Itália, Letônia, Finlândia, Holanda e Dinamarca.

Não tenho razões para mentir ou para falar inverdades neste blog, mesmo porque é o único lugar onde sou totalmente sincero. Posso dizer que nenhum dos lugares que conheci eram piores que o Brasil. Todos estes países eram melhores em vários aspectos, seja pelos lugares bonitos e limpos, seja pela educação das pessoas, seja pela segurança que senti nestes lugares. É claro que visitar é diferente de morar, mas não vi nenhum lugar tão triste, deprimente e tenebroso quanto as periferias das cidades brasileiras.

A causa disso tudo? Bem na minha mente limitada eu diria que seria a tendência marxista do país desde o começo do século XX, começando com o fascismo de Getúlio Vargas até o marxismo cultural que vigorou no país desde os anos 60. Isso destruiu o Brasil.

Só nos resta a chance de emigrar, nada mais.

Falando de investimentos, estamos indo bem. Nossas posições em dólar e ouro nos ajudaram quando da recente queda da Bolsa e dos FIIs e aproveitamos a baixa para comprar mais ações. Com a recente subida da bolsa com a euforia pelo aumento das chances de Geraldo Alckmin nas eleições para presidente (será interessante reler este post ano que vem), somente no mês de julho tivemos um incremento de 25 mil reais no valor da carteira, um incremento de 3%.

Abaixo segue nossa carteirinha de ações:


Destaque para Itaúsa e Guararapes, ambas com mais de 70% de alta.

No mais seguimos com ouro (2,5% da carteira), dólar (7,5%), FII (20%), Fundos multimercados (10%), Ações (30%) e Renda Fixa (30%).

Um grande abraço a todos!

terça-feira, 5 de junho de 2018

As vantagens da ignorância


Eu há muito tempo deixei de assistir a qualquer programa televisivo. Não sei quem são as cantoras e cantores da moda, somente escuto Led Zeppelin, Frank Zappa ou qualquer outro mestre dos anos 70.

Não conheço os youtubers, não sei quem são os jogadores e técnicos de times de futebol, não tenho a mínima noção dos nomes de "artistas" de qualquer naipe. Nunca ouvi nenhuma música desses caras que aparecem na TV.

Não sei falar de que marca e modelo é um carro só de olhar para ele. Não sei o preço da cerveja, mesmo porque não bebo.

Atualmente, a única coisa que me chama a atenção é o site Infomoney, para ver notícias de finanças e os blogs da Finansfera.

Sendo assim, passei incólume pela greve dos caminhoneiros. Fiquei sabendo pela minha esposa, que me perguntou na terça-feira se eu estava sabendo alguma coisa e apenas disse que o pessoal do escritório tinha comentado. Ela é que nem eu.

Como não converso com quase ninguém do trabalho, não tinha detalhes, mas percebi que o ônibus ficou um pouco mais cheio no Fura-Fila aqui de SP e mais vazio na linha que me leva até o ABC, o que foi bom pois pude me concentrar mais nos livros que levo para ler no ônibus.

Como não utilizo automóvel para trabalhar e encho o tanque uma vez por bimestre, não senti a mínima necessidade de me aventurar em filas e não sofri a angústia que parecia que outras pessoas estavam tendo.

Não tenho ações da Petrobras há muito tempo, sendo assim não me angustiei com a queda e nem com a alta que se seguiu.

Como meu foco é aumentar a capacidade financeira para um dia sair desse campo de concentração chamado São Paulo e quem sabe desse atoleiro chamado Brasil, absolutamente não tive nenhum sentimento ufanista pelo país, mesmo porque a solução encontrada é típica de países atrasados, com o governo fornecendo subsídios a uma classe específica. Teve até um senhor que respeito muito me dizendo que a vida de caminhoneiro é difícil, etc. Ora, se é difícil, vai fazer outra coisa. Será que lixeiros, donos de pequenos negócios, agricultores, policiais e outras classes não têm vida difícil também?

Uma dica: não percam tempo! Tempo é mais precioso que dinheiro. Se você pudesse trocar de lugar com o Buffet você trocaria? De que adianta ser um velho de 90 anos bilionário?

No mais, segue a nossa carteirinha de ações:


Introduzimos Banco Mercantil e Ferbasa. Destaque absoluto para Itausa, com mais de 90% de alta, com proventos.

Um grande abraço a todos!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

H. P. Lovecraft, os cavalheiros de outrora e carteira do mês


Recentemente terminei um e-book que havia comprado através da Amazon em uma promoção, chamado de "Os melhores contos de H. P. Lovecraft", obviamente escrito por ele mesmo.

Há alguns anos estava querendo ler o livro "Nas montanhas da loucura" do mesmo autor, o qual está incluído na coletânea que faz parte do e-book. E foi uma grata surpresa, pois além do referido conto, temos oportunidade de ter contato com uma miríade de outros contos, como "O Chamado de Cthulhu", "A busca onírica por Kadath", "O caso de Charles Dexter Ward" e "A sombra do tempo", os quais além de serem muitíssimo bem escritos, nos apresentam um universo coeso e altamente intrigante e imaginativo.

Além de serem uma ótima diversão (como toda boa literatura é), seus contos também servem para nos remeter ao final do século 19, início do século 20, o qual na minha opinião foram os tempos do ápice da capacidade intelectual dos seres humanos.

Neste período de pouco menos de 100 anos entre 1850 e 1930 nós tivemos a maior concentração de gênios no planeta, seja na ciência, como Darwin, Einstein, Tesla, na literatura com os grandes romancistas do século 19, como Dostoieviski, Tolstói, Kafka e muitíssimos outros, além da música, da pintura e de muitos outros ramos do conhecimento humano.

Além destes gênios, os homens da época eram o que se conheciam como cavalheiros, o que seria uma série de características que os homens deveriam ter, como honra, educação, compromisso com a palavra, honestidade, caridade e outros quesitos que os homens não possuem mais.

Os heróis de H. P. Lovecraft são geralmente homens de ciência, médicos, capitães, militares e outros que utilizam das características acima para fazer frente ao horror com o qual se defrontam.

Infelizmente, tudo isso acabou, temos tecnologia, mas como seres humanos, somos apenas sombras do que as pessoas daquela época eram.

De qualquer maneira, é boa literatura.

A nossa carteira está sofrendo um pouco com a queda da bolsa e dos FII dos últimos dias, mas a nossa posição de dólar e ouro não fizeram feio e contrabalançaram, ainda que de maneira discreta a queda.

Este ano demos uma diversificada e começamos a investir em dólar (7,5% da carteira), ouro (2,5%) e fundos multimercados (10%), assim como 20% em FIIs e o resto dividido entre bolsa e renda fixa (só tesouro direto).

A carteira de ações que ainda estamos comprando segue abaixo:


Destaque para Itaúsa ON, com 65% de alta com proventos.

Ainda temos mas não estamos comprando mais: Guararapes, Metal Leve, Porto Seguro, Banrisul, Santander e Telefônica.

No mais, um grande abraço a todos !

terça-feira, 24 de abril de 2018

Tédio, isolamento e carteira do mês



Oi pessoal,

Estava já a bastante tempo sumido.

Sem ânimo para postar e para falar sobre qualquer coisa.

A vida do investidor pessoa física é solitária. É um verdadeiro teste para nossas mentes e nossa força de vontade, além de ser um desafio extra se você quiser além de progredir financeiramente progredir intelectualmente e espiritualmente também.

Eu acredito que atualmente esteja em uma das fases mais perigosas e difíceis do caminho do investidor, pois não estou nem totalmente independente financeiramente, mas já estou em uma fase em que em um mês a carteira cresce algo em torno de R$ 20 mil. Mês passado foi R$ 21 mil. Percebo que em alguns momentos me permito pequenos luxos, os quais não faria no passado.

Em parte porque o tédio e a irritação de conviver na grande cidade me faz buscar o isolamento, seja por utilizar um táxi ao invés de utilizar o metrô, seja por pagar R$ 15,00 por um joguinho de celular para matar o tempo, coisa que nunca faria antes.

Em um destes dias de reflexão sobre a própria vida, me vi sendo um quase abastado vivendo como um pé rapado. Seja pela tortura de se utilizar o transporte público lixo de São Paulo, seja por almoçar em um shopping lixo perto do trabalho, seja pela convivência com o que o Pobretão chamava de chimpas. Muitas vezes me peguei pensando: "Existe mais algum outro cara que tem mais de 1 milhão de reais que pega esse ônibus também?"

Não há assunto com ninguém, não há conversa, não há possibilidade de comunicação. Todos falam sobre os mesmos memes, as mesmas séries, as mesmas porcarias. Chegamos no limite em que todos se sentem à vontade de ouvir os recados inúteis de whats up na frente de todos, que as pessoas contam sobre suas viagens das quais voltam com a cabeça mais oca do que quando foram viajar para o escritório inteiro, que o pessoal pensa que cultura é conversar sobre o Pondé ou o Cortella.

Estamos na situação em que as pessoas são escravas de crianças de 5 anos, em que todos têm que ter tatuagens, beber litros e litros de bebida alcoólica e falar alto, estridentemente em qualquer situação.

Minha última esperança? Minha motivação?

Apenas a esperança de ter dinheiro o suficiente para viver longe daqui, deste escritório, desta cidade, deste país. Vou conseguir? Não sei, mas no momento é tudo que me faz continuar. Minha esposa me apóia e ajuda, é claro, mas o tédio segundo Voltaire é o pior estado de todos.

Nossa carteira de ações segue bem. Estamos comprando: ABC Brasil, Comgás, Eztec, Itaúsa, Multiplus, Santander, Sanepar, Taesa, AES Tietê e Transmissão Paulista. Destaque para Itaúsa, com mais de 85% de alta.

Continuamos na carteira mas sem comprar mais com: Guararapes, Metal Leve, Banrisul, Telefônica e Porto Seguro. Destaque para Guararapes com mais de 140% de alta.

Vendemos nossas Cemig, Eternit, CESP, Amazônia e Banco Pine.

No mais, obrigado por acompanhar o blog e que Deus nos ajude!



sábado, 9 de dezembro de 2017

Oportunidades perdidas e fechamento do ano


Oi pessoal,

Espero que todos estejam bem.

Observando a escalada do bitcoin, recapitulei alguns fatos que aconteceram em minha vida, que poderiam ter me tornado alguém muito diferente.

Quando comecei a fazer curso superior, logo no primeiro ano participei de um concurso patrocinado pela bolsa de simulação de bolsa. Era o ano de 1992, ou seja, 25 anos atrás. Nós ficamos entre os primeiros colocados e o prêmio era um curso na bolsa, a escolher. Nós escolhemos o mais caro, que era o de operador.
Para quem é jovem, existiu uma época em que as ordens na Bovespa eram realizadas via telefone e tinham profissionais que ficavam na própria sede da Bovespa, no chamado "Aquário", executando estas ordens. Esse clima é muito bem descrito no livro "Faça fortuna com ações" do Décio Bazin.

Fiz o curso, mas na época não me interessei nem um pouco por começar a investir em ações. Estava bem mais preocupado em me formar e com as notas. Vendo hoje as cotações das ações da época, como Vale, Banco do Brasil, Brahma (que depois virou Ambev) vejo que se tivesse apenas investido a grana do lanche hoje eu seria multimilionário. Comparado com os valores de hoje, as ações valiam frações de centavos. Mas seguindo a manada, minha cabeça estava voltada para arrumar um bom emprego e ter um bom salário. Ainda não tinha lido o "Pai Rico, Pai Pobre".

Depois, já empregado, quando a Internet começou, recebi um convite para trabalhar numa empresa nascente de Internet, mas que segundo o DONO que me convidou, tinha um modelo de negócio diferente, porque eles estavam investindo em hosting. Conversei sobre o assunto com o meu gerente na empresa na época e ele me desencorajou, dizendo que o negócio não tinha futuro, que as grandes empresas iam dominar o setor de hosting e que eu estaria pondo em risco minha "carreira". Bem, o resultado foi que não fui para lá e esta empresa se tornou uma das maiores empresas de hosting do Brasil e o dono está literalmente mega multi-milionário. Como a empresa estava no começo, ele dava participação e hoje eu novamente poderia estar diferente.

Vários anos mais tarde, aproximadamente em 2010, eu era o que poderia se chamar um rato de Internet. Foi quando ouvi falar de uma tal de Deep Web. Acessei a tal da Deep Web e vi que muitos dos sites que estavam lá, entre eles o mais famoso que se chamava "Silk Road" (não sei se ainda existe, parei de acessar a deep web), utilizavam como pagamento um tal de "Bitcoin". Na época acho que era algo como 1 dólar por 100 bitcoins. Só que era algo muito técnico e difícil conseguir (pelo menos para mim) e para alguns amigos com quem comentei estes apenas viram o assunto como piada. Bem, novamente deixei o assunto de lado e mais uma vez deixei a oportunidade da riqueza se esvair pelas minhas mãos.

Parece que a vida vem querendo que eu fique rico, mas eu burramente, por causa da minha própria indigência mental e educacional não segui os sinais que se apresentavam.

Paciência.

Pelo menos consegui aproveitar a bolha imobiliária de 2014.

No mais, vamos em frente. Quem sabe alguma outra oportunidade surja no meu caminho?

No mais vamos indo com nossa carteirinha de ações. Das 400 e poucas ações disponíveis no Brasil, estamos comprando apenas 7: Comgás, Itausa, Multiplus, Sanepar, Taesa, AES Tietê e Transmissão Paulista.

Das que temos em carteira, mas não estamos comprando mais destacamos Guararapes, com mais de 150% de rentabilidade e Banco do Brasil, com 65%.

No mais, estamos pensando em dar uma diversificada e investir no exterior. Vamos ver, acredito que lá para maio de 2018 iniciaremos isso. Vai que o Luladrão volta...

Grande Abraço!

sábado, 30 de setembro de 2017

O Trivium, emburrecimento e fechamento de setembro


Oi pessoal!

Espero que estejam todos bem.

Continuamos com nossa busca de tentar nos melhorar um pouco. Acabei de ler "O Trivium", escrito pela Irmã Miriam Joseph e publicado pela É Realizações.

Posso afirmar com certeza que foi um dos livros mais difíceis que já li, incluindo os livros de Engenharia e os livros da época do MBA. Absorvi algo em torno de uns 20% do seu conteúdo e com certeza terei que reler para poder aumentar meu entendimento sobre os assuntos expostos na obra.

Depois de ler este livro percebi algo que me deixou extremamente preocupado. Como nasci na era pré-internet e pré computador em casa, observei que a introdução destes dois elementos em minha vida, assim como o celular e o streaming de vídeos me emburreceram. Não tenho nem como comparar a capacidade mental que tinha aos 18 anos com a capacidade que tenho agora. A sistemática destruição cognitiva que tive em minha vida por causa da tecnologia do entretenimento diminuíram em vários pontos o meu QI. Percebo isso em pequenos detalhes. Como por exemplo, não conseguir me concentrar em fazer uma coisa só, seja apenas escrever este texto sem ter outras "janelas" no micro, seja ser capaz de recordar algo que li em poucos minutos. Ou também lembrar que quando adolescente ia ao banheiro com um livro nas mãos, ao invés de um celular.

Também observo com perplexidade que o próprio planeta está mais burro, apesar de toda tecnologia. Não é mais possível conversar com ninguém por mais de 1 minuto, não se consegue mais dar respostas completas, pois o interlocutor não o deixa mais responder, não se consegue mais realizar raciocínios completos pois a mente humana está totalmente ocupada com memes, piadas e besteiras da Internet.

Participo de dois grupos de Whats Up. Um que se refere ao pessoal do trabalho, que utilizo mais para avisar que chegarei atrasado ou coisas do tipo e outros com um pessoal que trabalhei a uns 30 anos atrás quando era adolescente. Vez ou outra coloco algum artigo sobre investimentos e desenvolvimento pessoal, quase sempre sem resposta alguma. A quantidade de besteiras que o pessoal coloca neste grupo é assustadora e observo com tristeza que entrei neste turbilhão de lixo também. Difícil resistir a dar apenas uma olhadinha num vídeo de p**taria ou coisa pior que o pessoal coloca lá. E lá se vão mais alguns minutos de minha vida para a lata do lixo.

O Trivium nos faz ir para um tempo que as pessoas ou pelo menos a parte mais inteligente delas procurava se desenvolver, mentalmente e espiritualmente. E pensar que tive uma dificuldade gigantesca de entender e memorizar algo que foi CRIADO pela mente de outros me entristece muito.

Por isso, vou tentar parar de destruir minha mente. Vou tentar ler mais livros e menos memes e porcarias. Quem sabe poderei ser um velhinho mais sábio. Observar os velhos também absorvidos por celular, novelas e outros lixos me motiva a não querer me tornar eles. Que Deus me ajude!

Quanto aos investimentos nada de novidade. No total a carteira tem uma rentabilidade acumulada de 13% líquida no ano já descontados os impostos. Dá 193% do CDI, nada mal. A Bolsa subiu bem mas o que surpreendeu mesmo foram os fundos imobiliários que subiram quase 7% no mês de setembro. Bolsa ficou em 3%. Continuamos na busca do primeiro milhão o qual segundo o meu levantamento sairá em torno de março do ano que vem. Meu aporte continua em 10% do salário. Eu ponho nesta conta apenas o patrimônio financeiro. Não coloco imóveis, carros ou qualquer outra coisa que não seja aplicação financeira. Acredito que assim teria uma ideia mais precisa da riqueza.

A carteira de ações as quais ainda estamos comprando teve a inclusão de algumas ações e está conforme abaixo:


Destas destaque para Itaúsa, com 37% de alta, com proventos e Taesa com 34%, também com proventos.

Temos também Guararapes, Metal Leve, Banco do Brasil, Cemig, Eternit, Telefônica, Amazônia e Banco Pine, as quais mantemos mas por enquanto não estamos comprando mais, por estarem caras. Destas destaque absoluto para Guararapes com 152% de alta com proventos, seguida por Banco do Brasil com 78%.

No mais, espero que todos sigam bem com suas vidas e por favor, se forem jovens, tratem de cuidar bem de seus cérebros. Não os destruam com memes, redes sociais, televisão e outras besteiras.

Grande abraço!


domingo, 13 de agosto de 2017

O amor nos tempos do cólera (persistência) e carteira do mês



Olá amigos.

Confesso que abandonei um pouco o blog. Um pouco por pura preguiça, um pouco por falta de assunto e um pouco por estar ocupado com outras coisas do meu interesse.

O que ainda falar sobre como invisto?

Nesta fase em que estou, investimento é um pouco como ver a grama crescer. Vamos regando um pouquinho todo mês e aproveitando o tempo, que no fundo é nossa maior riqueza, para aprender filosofia e como aprender a aprender.

Recentemente li "O amor nos tempos do cólera", de Gabriel García Márquez, um livro espetacular, que além de ser maravilhoso em termos formais, literários, também é um livro sobre persistência, sobre não desistir e sobre acreditar na vida. A mensagem aqui para o investidor é tentar achar um propósito, um motivo para ganhar dinheiro e no caso do nosso protagonista era para conquistar o amor de uma mulher. O único defeito do livro foi ele ter sido escrito por um comunista, amigão do Fidel Castro, mas ninguém é perfeito não é mesmo?

Recomendo fortemente a todos que gostam de uma boa literatura e de um bom tempo gasto.

Um leitor me perguntou (obrigado amigo, voltei ao blog por sua causa) como foi depois da delação do Joesley (Safadão) sobre o Temer. Bem, na verdade não afetou tanto, uma vez que minha carteira não tem grande concentração em Ibovespa. Tive uma queda de 1,2% em ações, algo que acontece em meses comuns. Na verdade a queda maior foi no mês de junho, em torno de 2,1%. Mas no total a queda da carteira toda, não somente ações, foi de 0,2% em maio e 0,5% em junho.

O que fiquei um pouco triste é porque não estava líquido o suficiente e não pude aproveitar a liquidação do mercado acionário no dia, mas tudo bem, sempre tem liquidação.

Tenho lido um pouco e tentado iniciar algumas tratativas para investir no exterior. O que ficou mais prático seria eu utilizar a XP Securities, mas o problema é o mínimo de 30 mil dólares. Até tenho o dinheiro, mas não queria desfazer das posições para investir agora. Talvez espere um pouco. Minha meta é começar a investir no exterior quando atingir o milho grande, previsto para junho do ano que vem (no meio da Copa!).

No mais a carteira no ano está indo bem. Estou com um acumulado líquido (sem imposto de renda) em torno de 8,3% de rentabilidade, o que dá 152% do CDI do ano. Para um José Arruela como eu, que investe sozinho, fazendo investimento de guerrilha, acho até que está bom.

Como sempre, mantemos 1/3 em ações, 1/3 em juros e 1/3 em fundos imobiliários, com 10% em dólar acompanhando o S&P 500. Talvez quando o milho grande vier, aumentaremos o percentual em dólar no exterior. Como o blog do Viver de Renda apontou, existe sim o risco do Brasil ir para o saco, aumentando muito se o Lula (bata na madeira três vezes) voltar. Se Deus nos ajudar teremos um governo liberal que promova o crescimento econômico, mas se não.....

No mais a nossa carteirinha de ações as quais estamos comprando segue abaixo:


Destaque para Taesa, com alta de 38% com proventos desde que a compramos.

Temos também Guararapes, Metal Leve, Alupar, Banco de Brasil, Cesp, Cemig, Eternit, Banco da Amazônia e Banco Pine, as quais possuímos mas não estamos comprando, seja porque ficaram caras ou porque tivemos queda na distribuição de dividendos. Destaque para Guararapes, com 93% de alta desde que a compramos e Banco do Brasil, com 56%. No lado negativo temos Eternit com 50% de queda e Banco da Amazônia (posição pequena) com 28%. E pensar que Eternit já chegou a ser uma das melhores ações de dividendos da bolsa.

Espero que todos vocês estejam bem e não desanimem. Um grande abraço!

sábado, 13 de maio de 2017

Sêneca, lições para vida e carteira do mês



Recentemente li o livro de Sêneca, "Sobre a brevidade da vida".

É um livro relativamente curto, em formato de cartas para um interlocutor que não sabemos quem é. Nestas cartas Sêneca critica o estilo de vida dos ricos romanos de sua época e dá algumas dicas de como bem viver.

Interessante como as pessoas abastadas de Roma da época de Nero, que surgiu pouco depois da passagem de Cristo pela Terra, tinham comportamentos semelhantes aos que hoje são disseminados pelo planeta. Sêneca critica o que chamou de "homens ocupados", ou pessoas que preenchem seu tempo com atividades frívolas e inúteis, como por exemplo passeios de liteiras, banquetes suntuosos ou mesmo aqueles que passavam horas e horas nos cabeleireiros da época, muito semelhantes às atividades as quais as pessoas se dedicam hoje, como por exemplo aqueles que passam horas e horas lavando seus carros, se empanturrando de comida ou então em academias, salões de beleza e outras atividades mais.

Sêneca diz que os homens pensam que a vida é curta porque desperdiçam muito tempo se ocupando com atividades inúteis ou frívolas, as quais não acrescentam nada à sua mente ou ao seu espírito. Ficamos perdendo tempo nos ocupando com questões inúteis do ambiente de trabalho, disputando os ossos que sobram na grande luta pela sobrevivência.

Para Sêneca, a grande ocupação dos homens deveria ser o aprimoramento intelectual, a aquisição do conhecimento e o estudo da filosofia.

Não poderia concordar mais.

Uma das grandes razões que me fizeram começar a estudar e me dedicar aos investimentos é a grande vontade do aprimoramento intelectual e espiritual que eu poderia ter tendo mais tempo, o que eu não conseguia quando trabalhava em uma grande empresa de consultoria americana.

Me sentia literalmente morto naquele ambiente, gastando horas e horas de minha vida e juventude em reuniões inúteis, apresentações inúteis e gestão de egos de gerentinhos e diretorzinhos.

Uma das coisas que muito me impressionava era a questão da ignorância das pessoas. Às vezes conversava com pessoas de cargos relativamente altos nas empresas e via que o conhecimento que estas possuíam era extremamente restrito ao campo de atuação da companhia e na grande maioria das vezes, o que as pessoas sabiam se resumia somente ao pequeno mundo de um determinado software. Do conhecimento geral, eram completos ignorantes. Vocês conseguem conceber alguém que instala um software de finanças e não tem a menor noção do que sejam investimentos?

Estou neste momento tentando sair da grande matrix do entretenimento e infantilização que o mundo se tornou. Um mundo em que a principal atividade que as pessoas têm no seu dia-a-dia é a troca de mensagens inúteis via celular e compartilhamento de besteiras. Um mundo que os grandes filmes são baseados em histórias em quadrinhos, que eram até os anos 90 apenas atividades para crianças.

Vamos ver se consigo. Uma grande dica que peguei é a leitura do livro "O trivium" (veja no Google!), que descreve o processo da auto-educação.

No mais a carteira vai indo bem, com a bolsa subindo bem nestes últimos meses. Quem diria que um presidente que subiu ao poder pelas vias mais impensadas seria responsável pelas maiores reformas em mais de um século no país? Somente o fim do imposto sindical, que sustenta toda esta corja de vagabundos também conhecida como sindicalistas já valeria a abertura de um champagne, se eu bebesse.

Até o final de abril de 2017 estamos com uma rentabilidade total de 6,7% da carteira. A rentabilidade é medida como sendo o aumento da carteira sem contar os aportes. Dá 162% do CDI, algo que impressiona a mim mesmo (sem querer me gabar, me considero apenas um mané como investidor) porque é uma rentabilidade parecida com a famosa "Carteira Empiricus" a qual recebo propaganda quase todos os dias.

Continuamos com as proporções de 30% em ações, 30% em fundos imobiliários e 30% em renda fixa. Seguindo religiosamente Benjamin Graham e Décio Bazin para ações, IFIX para fundos imobiliários e 40% em IPCA, 40% em CDI e 20% em pré-fixados na renda fixa, com mais 10% do total da carteira no fundo que acompanha o S&P 500 dos USA. Dessa forma automatizamos o investimento, rebalanceando a carteira com os aportes.

A carteira de ações que estou comprando segue abaixo:


Destaque para a Taesa, com alta acumulada de 39%.

Temos ainda mas não estamos mais comprando: Guararapes, Banco do Brasil, Cesp, Cemig, Eternit, Banco da Amazônia e Banco Pine. Destaque para Banco do Brasil com 75% de ganhos e Guararapes, com 65%.

No lado negativo, temos a Eternit com perdas de 45% e Banco da Amazônia com perdas de 24%.

No mais, boas leituras e aprendizados à todos e que tenhamos um ótimo final de maio.

Grande abraço!

sábado, 8 de abril de 2017

Aprendizados, estratégias e carteira do mês


Oi pessoal!

Peço desculpas àqueles que acompanham o blog pela falta de postagens. na verdade nos últimos meses fiquei com um pouco de preguiça e também estava com um pouco de falta de ideias para postar.

Tenho pensado um pouco sobre os processos de aprendizado da nossa vida e li em algum lugar que podemos aprender de basicamente duas maneiras: fazendo ou então aprendendo com as experiências de outros.

Aprender com outros é muito produtivo, porque ganhamos tempo, já que nosso tempo é escasso e na corrida pela independência temos que procurar ganhar tempo.

Por isso, devemos praticar o investimento e procurar aprender o máximo possível com as experiências das outras pessoas.

Há a tese de que para que alguém possa fazer algo com maestria, devemos praticar por pelo menos 10.000 horas. Seja para ser um bom cozinheiro, um bom músico e mesmo um bom investidor temos que praticar, praticar e praticar, além de tentar aprender com outros.

Por isso, amigos, vamos estudar, ler bastante e tentar aprender algo de útil, porque o tempo passa e se não aproveitarmos direito não vamos ter chance. Para quem nasceu pobre como eu, se bobearmos e perdermos tempo com besteiras, não conseguiremos sair da corrida dos ratos.

Acredito que é mais seguro caminhar pelos caminhos seguros dos grandes mestres, até que nós mesmo possamos nos sentir fortes para poder nós mesmos tentar ensinar os outros.

Neste ano nós estamos com um bom rendimento, de cerca de 6,2%, até o final de março.

Estamos caminhando para um terço em renda fixa, um terço em ações e um terço em fundos imobiliários. Bem, quer dizer quase isso, porque vamos deixar uns dez por cento num fundo que acompanha o S&P 500 americano.

A nossa carteira de ações como sempre utiliza os critérios de Bazin e de Graham, segundo os critérios abaixo:

As novidades são Comgás e Transmissão Paulista. Saiu a Cemig (que não vendemos, mas não compramos mais) e a Eternit. Temos também Banco do Brasil, Cesp, Telefônica, Banco Pine e Amazônia.

Destaque para Banco do Brasil, com 63% de alta, com dividendos e Cemig com 35%.

No mais, seguimos com a estratégia de sempre.

Esse ano acredito que chegaremos no primeiro dos nossos objetivos financeiros, quando chegar, vamos fazer uma pequena comemoração.

Grande abraço a todos!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Shark Tank Brasil e fechamento do mês de janeiro de 2017

Venho assistindo muito ao programa Shark Tank Brasil e posso dizer que é um dos melhores programas que assisti em vários anos.

Não vou perder tempo descrevendo o programa, mesmo porque é só abrir uma aba no browser e ver do que se trata.

O que gostaria de apontar é como me senti em relação ao que assisti.

Fiz uma MBA em administração há uns 16 anos atrás e foi uma grata surpresa de ver em um programa de TV falando em termos como CMV, mark-up, margem bruta e etc. E mais importante, explicando o que significam cada um destes termos.

Como quase todo brasileiro, herdei aquela ideia ridícula de que o empresário é explorador, mau e que deveria ser combatido. São as ideias esquerdistas que nos são colocadas dentro da cabeça desde criança.

O que mais me chama a atenção, é que existem muitas pessoas com ideias boas que se apresentaram por lá e com conhecimento e profissionalismo. Fiquei imaginando o que o país seria se tivéssemos uma cultura mais desenvolvida e voltada ao progresso. Me surpreendi positivamente.

Recomendo a todos que assistam e se inspirem. Um outro programa ótimo é O Sócio. Muito bom também.

O mês de janeiro foi ótimo em relação à rentabilidade. No total a carteira teve 4% de rentabilidade. A carteira valorizou-se no total algo em torno de um Celta zero quilômetro. Foi uma das melhores rentabilidades que eu já medi, desde que comecei a medir.

Renda Fixa

A renda fixa teve uma rentabilidade de 2%. Mantemos a mesma toada de 40% em CDI, 40% em IPCA e 20% em pré-fixados. Recentemente tomei a decisão de colocar 50% em títulos públicos e 50% em títulos privados, como debêntures e CDBs, para melhorar um pouco a rentabilidade.

Multimercados

Rendeu 1% este mês. Resolvi sair da categoria. Vendi minhas posições na semana passada. Resolvi manter renda fixa, fundos imobiliários e ações, com um pouco de posição em dólar acompanhando o índice do S&P 500.

Fundos imobiliários

Acompanhamos o índice IFIX. Houve um bom rendimento, de 8% da carteira. Aumentei a porcentagem total de carteira de 20% para 30%, ficando assim como recomendam os sábios hebreus do passado: 1/3 em negócios (ações), 1/3 em terras (fundos imobiliários) e 1/3 em ouro (dinheiro, CDBs, títulos, etc...). Com a queda de juros e a recente desvalorização dos imóveis, acredito que tenha um bom ponto de entrada na categoria.

Ações

Uma ótima rentabilidade este mês. Foi de aproximadamente 10%. Vendi as ações que perderam os critérios de Graham ou de Bazin, como Eletrobrás, CSN e Sanepar, além de Whirpool. Acredito que cometi um erro na venda da Sanepar. Poderia ter aproveitado um pouco mais, depois que vendi subiu mais 10%.
OK, as coisas acontecem para aprendermos mesmo.

As ações que estamos ainda comprando são:


Temos também Banco do Brasil, CESP, Eternit, Telefônica, Amazônia e Banco Pine.

No mais, estamos muito felizes e acreditamos que este ano chegaremos no nosso primeiro objetivo financeiro. Quando acontecer, vamos fazer uma pequena comemoração.

Grande abraço a todos!


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

2016 - o melhor ano para o Investidor do ABC



Olá amigos, espero que todos estejam bem.

É claro que falamos que 2016 foi o melhor ano financeiramente falando. Primeiro porque podemos analisar o ano objetivamente por números e neste caso, vemos que efetivamente em termos absolutos e de rentabilidade, 2016 foi o melhor ano que tivemos, desde quando começamos a caminhada rumo a nossa independência.

Em termos absolutos, tivemos um crescimento de quase 2 Jeep Renegade, valor surpreendente, uma vez que nosso aporte não supera os 1500 reais mensais. A rentabilidade também foi ótima, tivemos 20% de rentabilidade no ano, sendo quase 137% do CDI.

Foi também o primeiro ano que não realizamos nenhuma modificação na metodologia de seleção dos ativos em que investimos. Mantivemos na Renda Fixa 40% em CDI, 40% em IPCA e 20% em pré-fixados. Da mesma maneira, a seleção de ações segue o método de Décio Bazin e Benjamin Graham e continuamos investindo em FII seguindo o IFIX.

A lição que fica é a velha lição dos grandes mestres, ou seja, ser audacioso na queda e cauteloso na alta. E manter a calma mesmo na tempestade. Em 2014-2015 confesso que quase capitulei com a bolsa. Foi a primeira grande tempestade pela qual passei e quando não temos referências próprias para enfrentar a crise, devemos nos apoiar em outros mais esclarecidos. Nesse momento temos que prestar nossas homenagens a Buffet, Bazin, Barsi, Parisotto e outros os quais acompanhamos e seguimos nestes anos todos.

Mantivemos a calma e o resultado veio em 2016.

Para não perder o costume, a seguir temos a carteira de ações as quais ainda estamos comprando:



Este ano, vamos vender algumas ações as quais não cumpriram os critérios de Bazin. Entre elas ações que tiveram grande valorização, como Sanepar, CSN e Eletrobrás.

Bem, o começo do ano está sendo espetacular para bolsa e esperamos que continue assim.

Grande abraço, pessoal!