sábado, 8 de junho de 2019

Eu poderia trabalhar na Empiricus? - Carteira do mês - Junho/2019

Olá pessoal, como vão?

Neste mês não vou publicar imagens, pois o mais lógico seria o logo da Empiricus, mas para evitar problemas de direitos autorais, vou deixar em branco mesmo.

Acho que não teria problema, mesmo porque quase ninguém lê esse blog, mas apenas para evitar encheção de saco, vou deixar assim.

Antes de mais nada, quero dizer que sou assinante da Empiricus, já a bastante tempo e estou satisfeito. Seus conteúdos são de qualidade e acredito que o preço é justo pelo que eles entregam.

O intuito de post  é apenas me comparar, um pequeno investidor, zé mané, com os caras que são profissionais.

Sendo assim, vou comparar os meus investimentos com as séries deles.

Na série "As melhores ações da Bolsa", tenho as seguintes ações em comum com as sugestões: Porto Seguro, Itaúsa e Guararapes. No caso dessa série não sigo as recomendações, mas leio apenas para conhecer as empresas, cujas análises são boas.

Da "Double Income" tenho Tesouro Selic 2025, BB Seguridade, Banrisul, Sanepar e Telefônica, além de todos os fundos imobiliários que eles sugerem. Como é uma série focada em renda, acredito que teria muita coisa em comum, porque esse é meu foco também.

Da série "Os melhores fundos de investimento" eu copio todas as sugestões de fundos multimercados deles e abri também o que eles chamam de Super Previdência, cuja carteira é ótima, com grandes fundos brasileiros, para abater imposto de renda na declaração. Na minha opinião é a melhor série publicada pela Empiricus.

Na série "Palavra do estrategista" que é feita pelo próprio dono da empresa, tem o que eles chamam de Oportunidades de Uma Vida, com sete ações sugeridas, dessas sete, tenho Sanepar e Guararapes. Nada mal, mesmo porque tinha essas ações antes deles terem sugerido.

Da série "Renda Imobiliária", tenho todos os fundos imobiliários sugeridos por eles, que já havia comprado antes.

E finalmente, da série "Vacas Leiteiras", voltada para ações que pagam proventos, tenho: BB Seguridade, Telefônica, Sanepar e Banrisul. Aqui realmente esperaria ter bastante em comum, uma vez que tenho esse mesmo enfoque.

A "Carteira Empiricus" é a mais diferente em termos de ações em relação à minha carteira, já que não tenho nenhuma ação em comum com as sugeridas. Os meus fundos imobiliários e os deles são os mesmos e também invisto nos fundos de dólar e ouro sugeridos por eles.

Recentemente, assisti à palestra do Barsi no Youtube: "Ações Garantem o Futuro" e fiquei super feliz quando ele disse que recomendava AES Tietê e Transmissão Paulista, duas ações que invisto já a bastante tempo.

Sendo assim, fico contente pois acho que estou no caminho certo, uma vez que tenho investimentos em comum com investidores e profissionais que eu respeito.

E vocês, têm esse costume de se comparar com os profissionais?

A seguir nossa carteirinha de ações para o mês de junho/2019:



Acrescentamos as ações da Grendene e participamos da OPA da Comgás. Uma pena, porque era uma boa ação pagadora de dividendos. Ainda temos mas não estamos mais comprando: Eztec, Santander, Mercantil do Brasil e Unipar.

No mais, grande abraço!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Sabedoria do Evangelho - Pastorino, verdadeira sabedoria, carteira do mês - Maio de 2019


Olá caros amigos!

Espero que todos estejam bem.

Recentemente finalizei os oito volumes da monumental obra de Carlos Torres Pastorino, "Sabedoria do Evangelho", que se coloca junto com o Trivium como os dois livros mais difíceis e valiosos que já pude ter contato em minha vida.

A leitura deste livro nos remete à máxima que quanto mais aprendemos mais temos a noção de que nada sabemos e que a humildade é a principal característica daquele que busca o conhecimento.

O autor disseca os Evangelhos versículo a versículo e nos brinda com os conhecimentos históricos, geográficos, teológicos, religiosos e linguísticos necessários a se fazer a verdadeira compreensão de quem Jesus era e de como cada ato, palavra e acontecimento do Evangelho tem um significado simbólico e de alta espiritualidade para todos nós. 

O próprio autor já é um homem de exceção, muitíssimo mais avançado que muitos que perambulam por aí. Além de ser capaz de discorrer sobre a análise sintática e gramatical do grego, hebraico e latim em que os Evangelhos foram escritos e comentados, possuía vasto repertório cultural, além de ter a disciplina e boa vontade de fazer análise comparativa de textos tão variados e antigos como os produzidos por Santo Agostinho, Lagrange, Santa Terezinha, Ambrósio, Flávio Josefo e muitíssimos outros.

A cada capítulo, me maravilhava de como um ser humano pôde produzir algo tão complexo e grandioso, que exigia de mim toda minha atenção e discernimento apenas para compreender o que estava lendo.

E pensar que tal obra, quando foi escrita, foi publicada em fascículos que podiam ser comprados em banca de jornal. Realmente, o processo de decadência da mente dos brasileiros é algo que não tem comparação com mais nada no mundo.

Recomendo fortemente a leitura, assim como do Trivium, que já foi comentado aqui.

No mais, segue a carteirinha de ações que ainda estamos comprando:


Temos também Metal Leve, Porto Seguro, Eztec, Santander, Sanepar, Mercantil do Brasil e Unipar Carbocloro, que possuímos mas não estamos mais comprando.

Recentemente começamos a diversificar mais um pouco e iniciamos a compra de ETF que replica o S&P 500.

No mais, grande abraço!

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Spotify, desapego e carteira do mês - Abril 2019

Nos idos de 1985 aconteceu um evento no Brasil que mudou literalmente minha vida. Riam o quanto quiserem, mas o Rock in Rio foi um verdadeiro divisor de águas para muitos.

Era apenas um pré-adolescente na época e música em minha casa era basicamente um 3 em 1 da Sharp, com toca-discos, toca fitas e rádio, os quais tocavam os discos que o meu pai gostava e entre eles estavam os discos dos Beatles, que era o rock mais pesado que meu pai ouvia. Ele também tinha Elvis Presley, mas bandas de rock mesmo, só Beatles, que em muitos casos nem pode ser considerado rock.

Com o advento do Rock in Rio e da massiva propaganda que foi feita na época, comecei a saber que existiam coisas como Queen, Ozzy Osbourne, Scorpions, Iron Maiden e outras bandas e assim que comecei a ouvir o disco oficial (abaixo) foi como um novo mundo se abrisse para mim.


O próprio Brasil vivia ares novos e o rock nacional renascia, com Ultraje, Garotos Podres, Camisa de Vênus e o próprio Sepultura, que nasceu nessa época. Junto com tudo isso, nasceu uma pequena revista que eu comprava chamada "Metal" (capas abaixo). Graças a esta revista soube o que era Led Zeppelin, Deep Purple, Iron Maiden, Metallica, Slayer e tantas outras bandas maravilhosas.


Que época maravilhosa! Agradeço muito aos editores da revista. Muito da minha formação cultural vem daí.

Assisti o nascimento do Iron Maiden, do Metalica, do Guns'n' Roses e tantas bandas que hoje são consideradas clássicas. Comprei o The Number of the Beast, o Rising Force do Yngwie Malmsteen, o Master of Puppets do Metalica, o Back in Black do AC/DC, tudo na Mesbla, Mappin e lojas congêneres. Comecei a ouvir os grandes: Black Sabbath, Iron Maiden, Deep Purple, Rush e o maior de todos, o LED ZEPPELIN.

E assim, 34 anos depois vendi todos os meus discos e CDs e digitalizei-os. Até a bem pouco tempo atrás ainda ouvia no meu celular com um tocador de MP3 qualquer.

Foi quando semana passada um Uber me falou sobre o Spotify. Instalei o aplicativo e fiz alguns testes. Achei até o Rose Tatoo, o Accept e o Saxon no aplicativo e com um som ótimo!

Sendo assim, a modernidade democratizou o acesso ao rock bom. Não é mais preciso comprar o disco ou o CD ou então piratear música de baixa qualidade na internet. É só instalar o Spotify. Não tem mais como o pessoal do Caetano Veloso, a Rede Globo e outros lixos imporem porcaria no seu ouvido, coisa que eles sempre fizeram com as gravadoras e com as rádios, sendo por isso que o rock sempre foi marginalizado nas TVs e nos jornais e outros meios de comunicação lixos mainstream.

No mais, segue nossa carteirinhas das ações que ainda estamos comprando:


Várias ações voltaram para a carteira e estamos bem contentes. Ainda temos mas não estamos comprando Itausa, Metal leve, Porto Seguro, Eztec, Multiplus (participamos do OPA), Santander, Sanepar e Unipar.

No mais, ouçam rock e não fiquem burros!

Grande abraço!

sexta-feira, 1 de março de 2019

Histórias do mundo corporativo - Prostituição velada nas empresas - Carteira do mês - Março 2019


No post passado, mencionei que presenciei algumas histórias de prostituição no mundo empresarial e isso despertou alguma curiosidade.

Pois bem, resolvi fazer um post à respeito.

Decerto que quando disse "prostituição", não quis dizer o convencional, que seria o tradicional sexo pago. Algo parecido com isso só fiquei sabendo uma vez.

Quando adolescente trabalhei em uma cadeia de lanchonetes cujo símbolo parece arcos dourados e anos depois fiquei sabendo que duas das minhas colegas haviam se tornado garotas de programa. As duas eram irmãs e trabalharam comigo durante algum tempo, mas foi depois do período em que trabalhávamos juntos, foi depois que saí da empresa para fazer faculdade.

O que quis dizer com prostituição seria algo como trocar sexo por promoções no trabalho ou ascensão social.

Em uma escala do menos pior para o pior, a situação mais patética era quando chefinhos ridículos e com pequeno/médio poder faziam pequenos mimos e gracinhas para as mulheres da empresa, em troca de sorrisos, agradecimentos e um ou outro almocinho juntos. Claro que não rolava nada além de pequenos flertes, mas era engraçado ver esses homens patéticos se desdobrando e esforçando para agradar mulheres que eles nunca teriam, apenas em troca de sorrisos e obviamente pensamentos de nojo e repulsa por parte delas. Havia um colega que nós chamávamos de "Engenheiro", que era chamado assim porque ele se dizia ser formado em engenharia e descobrimos que na verdade ele não tinha nem o segundo grau completo. Sua aparência era uma mistura do Larry dos Três Patetas com o Raul Gil. Este ser se desdobrava em comprar chocolates, lencinhos, docinhos, sabonetinhos e outros mimos para a mulherada, recebendo em troca risinhos, agradecimentos constrangidos e olhares de nojo quando o dito cujo queria abraça-las e beijá-las ao entregar estes mimos. Pensando agora, chego a sentir um pouco de pena, pois ele me parecia extremamente carente, sendo que estes momentos deveriam ser os únicos prazeres que deveria ter na vida.

Teve um outro caso de um colega que ficou responsável por um stand em uma feira, cuja premiação era uma viagem para os EUA para conhecer a matriz. O chefe desse colega colocou uma garota jovem para trabalhar com ele. O meu colega ficou responsável por contratar a empresa que montaria o stand, pelos fliers, pela parte de computadores, pelos contatos durante a feira e por fechar negócios. A garota ficou responsável pelos salgadinhos. O meu colega chegava às 7h00 e ia embora às 01h00 depois que a feira fechava. A garota chegava às 13h00 e ia embora às 20h00. No final quem ganhou a viagem foi a garota e depois meu colega descobriu que o chefe ia para os EUA também, sendo assim os dois, o chefe e a garota iriam viajar juntos. O meu amigo cometeu a loucura de por pura ingenuidade tentar reclamar para o próprio chefe sobre o caso. Ele nunca me contou o que ouviu, mas o resultado foi que ele foi ao banheiro da empresa e chorou igual uma mulherzinha.

Outra coisa que acontecia muito era quando tínhamos projetos com gringos, as mulheres tentarem arrumar algum relacionamento para sair do campo de concentração chamado Brasil. Assim, elas procuravam se insinuar, se enturmar e tentar arrumar algum trouxa que aceitaria se casar com elas. Era nítido a mudança de comportamento, as roupas e até o cheiro no ar, impregnado de perfume. Houveram casos de mulheres que saíram do país e deixaram os pais à míngua, com a promessa de enviar dinheiro, houve casos de mulheres que se casaram e depois do tempo legal se separaram, apenas para ganhar cidadania. O caso mais interessante era de uma secretária de uns 26/27 anos que fez com que um alemãozinho de uns 23 anos deixasse um relacionamento de 8 anos com uma colega de faculdade alemã em apenas 3 meses de projeto. O tal alemão ficou NOIVO da garota e era algo muito constrangedor  (para mim) ver a foto do cara na mesa da tal secretária, sabendo que o rapaz estava apenas sendo usado como passaporte. Os gringos são muitíssimo ingênuos.

Fiz uma entrevista uma vez com uma garota que trabalhava no RH e depois de um tempo fiquei sabendo que ela havia se tornado diretora de RH. Essa garota era extremamente bonita e depois fiquei sabendo que ela havia se casado com um sócio da empresa. Nesse caso, não vi tantos problemas, mesmo porque RH não serve para porcaria nenhuma, em nenhuma empresa.

Existiam muitos casos de chefes que pegavam subordinadas e uma vez foi muito engraçado porque um colega tinha estacionado o carro de forma que estava bloqueando a saída dos carros e o segurança foi correndo chamar ele porque um dos chefes queria sair e o carro dele estava no caminho. Quando esse colega chegou lá, observou que o chefe estava no volante puto da vida e uma das garotas que trabalhavam no projeto estava abaixada dentro do carro tentando se esconder.

No meu caso pessoal, houve apenas uma vez em que trabalhei com uma garota que se comportava de maneira super legal, gentil e prestativa durante um tempo e depois de conseguir de mim uma ótima avaliação, modificou totalmente o comportamento. Mas foi bom para mim, porque hoje em dia sei que me comportei tal como o Engenheiro. Era jovem e idiota e passível de cair nos papos das garotas.

Nunca mais.

No mais, continuamos com nossos investimentos. Abaixo a carteirinha que ainda estamos comprando:

Vendemos um pouco de Guararapes, mas ainda temos na carteira, assim como Fras-Le, Itaúsa, Metal Leve, Porto Seguro, Eztec, Santander, Sanepar, Mercantil do Brasil e Unipar, apenas não as estamos comprando mais. Participamos da OPA da Comgás e logo estaremos sem ela na carteira. Teremos OPA da Smiles e Multiplus também. No mais, tivemos uma grata surpresa com os bons dividendos da Itaúsa.

Grande abraço e bons investimentos!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Dicas de quem viveu no inferno - Carteira do mês - Fev/2019

Minha caminhada mais a sério nos investimentos começou para valer em 2009. Antes disso, estava mais preocupado em evoluir na carreira (kkkkkk), ter boas avaliações na empresa, fazer MBAs inúteis e outras ilusões que a organização social nos diz que é o melhor a fazer.

Quando me recordo das horas e horas gastas em fazer relatórios, gráficos e "status reports", materiais absolutamente inúteis, que ninguém lia e penso em quanto poderia ter investido em obter real conhecimento, vejo que foi como acender um fósforo e literalmente queimar dinheiro em forma de tempo. Além dos milhares e milhares de emails sem sentido, inúteis e idiotas que li e escrevi durante boa parte de minha vida dentro de organizações, chego a ficar arrepiado.

A vida nas empresas, especialmente nas que ficam no Brasil e são gerenciadas pelos brasileiros é a mais absoluta máquina de se gerar inutilidades e banalidades que posso conceber. A quase totalidade do tempo é passado em atividades que não agregam valor nenhum para ninguém. E o pessoal tem que encenar aquele teatro de fingir que trabalha, para a empresa fingir que paga.

Os piores tipos são a chamada "média gerência". São seres caricatos porque acreditam piamente que "fazem a diferença". São aqueles seres patéticos que têm a postura de um legítimo hipócrita, porque no início tentam ser "modernos" e agir de maneira consensual, "ouvindo a equipe", agindo como "people person" e na primeira contrariedade deixam escapar o feitor de escravos que têm dentro de si. Sem contar nas guerras de egos, na prostituição disfarçada das mulheres que dão para quem possa fazê-las subir na carreira e nas cenas patéticas de homens barbados se submetendo a humilhações para manter o emprego.

Será que os homens paleolíticos aceitariam receber ordens de gordinhos e gordinhas ridículas?

Foi pra isso que você aprendeu cálculo, geometria analítica, mecânica quântica, métodos estocásticos ou qualquer outra matéria que você gostava?

Não meus amigos, não foi pra isso. As empresas servem apenas para nos pagar dividendos, JCP e se valorizarem para podermos vendê-las mais caro depois que as compramos.

Foquem na sua carteira. Façam ela crescer e depois mande tudo à merda. Literalmente.

Posso dizer por experiência própria, NÃO HÁ MAIOR PRAZER QUE MANDAR A EMPRESA, SEU CHEFE E O SEU EMPREGO À MERDA!

Não à toa essa é a fantasia de quase todos que dizem o que fariam ao ganhar na megasena.



Sendo assim, escutem o velhinho aqui a aproveitem a vida de verdade, construindo o seu pequeno castelo, que é o montante que a sua carteira vale.

Abaixo temos a carteirinha que ainda estamos comprando:


Temos também Fras-Le, Guararapes, Itaúsa, Metal Leve, Porto Seguro, Eztec, Santander, Sanepar e Unipar Carbocloro, que mantemos mas não compramos mais. Vendemos AES Tietê por não atender mais nossos critérios de investimento.

Mês passado ótimo, com valorização de 3,6% da carteira como um todo, com acumulado dos últimos doze meses em 25,6% de crescimento da carteira, incluindo aportes.

Grande abraço!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Mesmo sendo milionário me sinto na merda no Brasil - Carteira do mês Jan/2019


Atualmente a série que acompanho é a série Billions, na Netflix. Um ponto que me chama a atenção é que o personagem do bilionário, mesmo tendo acesso a recursos quase ilimitados, teme a justiça e pode, seriamente parar na cadeia.

Outro ponto interessante, é que os personagens que não são bilionários, mas são "classe média alta", têm vidas parecidas com o ricaço. Seus filhos estudam em boas escolas, eles vão a restaurantes, as cidades têm parques e locais agradáveis para passar o tempo.

É claro que nem todos podem ter barcos ou mesmo casa gigantescas na beira da praia, como o bilionário, mas as vidas deles são agradáveis. Isso decorre que na verdade o comportamento e a mente das pessoas é rica e não o seu bolso.

Aqui no Brasil, mesmo podendo ser considerado "rico", minha qualidade de vida é uma merda. Morar em São Paulo, mesmo para quem tem dinheiro é um calvário diário. Não pego trânsito, mas convivo com quem pega, assim o pessoal me passa toda a tensão pelo que eles passam. Você não consegue um minuto de sossego ou silêncio nessa cidade de merda e mesmo no ABC, onde moro.

Meu bairro pode ser considerado "nobre", mas sempre passa algum idiota com som alto à noite. Os meus vizinhos até podem ter algum dinheiro, mas têm alguns têm comportamento que acredito que nem os favelados dos EUA têm. Quando estou pela cidade então, me sinto que estou no meio de uma tribo de bárbaros, não importa o lugar ou a situação.

O brasileiro, por mais dinheiro que tenha, é um ser ridículo, que visa somente seu lado mais animal. São todos fanáticos por bebida alcoólica, putarias e barulho. Os brasileiros não tem a mínima noção de caridade, solidariedade ou amor ao próximo.

Mesmo em ambientes que deveriam ser mais sofisticados os brasileiros se comportam como animais irracionais, sendo que me irrito até mais em ambientes com gente que tem mais dinheiro, pois além da falta de educação temos junto a arrogância.

Sendo assim, me resta sonhar com o dia em que sairei desse lixo e poderei viver com recursos próprios em outro lugar mais civilizado. Quem sabe um dia?

Abaixo temos a nossa carteirinha das ações que continuamos comprando:


Temos também Gurararapes, Metal leve, Eztec, Sanepar, Comgas e Unipar, as quais mantemos na carteira mas não compramos mais.

No mais, um grande abraço e bons investimentos!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

É possível o homem médio ter sucesso? - Carteira do mês - Dez/2018



Quando criança, a partir dos 7 anos de idade, comecei a ter consciência de mim mesmo e das coisas do mundo.
Aprendi a ler rapidamente e sempre fui um dos três primeiros alunos da classe, até a entrada na universidade. Consegui entrar em uma universidade pública e após o início das aulas percebi que eu não era aquilo tudo que julgava ser.
Tirei notas médias o curso todo e além disso, fiquei por um ano a mais, me formando em seis anos e não nos cinco que seria normal, em parte por ter pisado na bola no terceiro ano, me dedicando pouquíssimo ao curso e em parte por já estar entendiado mesmo.
Comecei a trabalhar e mais uma vez fiquei na "média", não sendo nem o pior e nem o melhor funcionário da empresa.
Nunca fui a estrelinha da firma, aquele que tem moral e fama entre os diretores e gerentes, mas também não fui o idiota. Fui um cara normal, regular.

Sendo assim, levei a minha vida na média, sendo bem clara a média dos padrões altos que considero uma pessoa de sucesso nas suas atividades, seja na faculdade, seja na empresa.
Acredito que a única coisa que me ajudou foi ter lido o Pai Rico, Pai Pobre ainda na juventude. Me identifiquei muito com o Kiyosaki, que parece que não era nem o burrão e nem a estrela dos lugares pelos quais passou.

Recebo mensagens de pessoas dizendo que queriam copiar minha carteira, que explicassem como poderiam fazer para investir e outros me parabenizando pelo blog.
A verdade, que de certa maneira até me envergonha um pouco, é que fiz aquilo que qualquer zé mané pode fazer, ou seja, peguei de 10 a 30 por cento do meu salário e investi. O resto, copiei de outros. Li um livro de Alocação de Ativos disponível na web e implantei a metodologia, a carteira de ações chupei direto do Benjamin Graham e Décio Bazin, os fundos imobiliários copio o Ifix, a renda fixa é 40% de Selic, 40% de IPCA e 20% de pré-fixados e os fundos multimercados copio as sugestões da Empiricus. Dólar e ouro coloco a alocação sugerida pela Empiricus também.

E é só, sem ideias mirabolantes, sem ficar o dia inteiro no home broker e sem gastar dinheiro com softwares ou cursos de investimentos, que sinceramente a meu ver não agregam tanto.

Fazendo isso, cheguei a objetivos financeiros que me colocam no 1% maior em termos de renda no Brasil, coisa que nunca imaginei para mim e que não tenho vergonha nenhuma de dizer, já que quando criança e jovem morei em uma casa que não tinha nem forro no teto do banheiro e cansei de passar por baixo da catraca do ônibus quando ia para o centro da cidade com minha mãe.

Sendo assim, se você, assim como eu, não tem nenhum talento especial, não é super inteligente, não vem de família rica e não foi favorecido geneticamente, não se aflija. Basta seguir a receita do "Homem mais rico da Babilônia" que vocês chegam lá.

No mais, o mês de novembro foi muito bom, com rendimento líquido de 3,2% da carteira, com destaque para o dólar e ações, com ótimos rendimentos. No ano estamos com 155% do CDI líquidos, já descontado o IR.

O total apenas de rendimentos da carteira do ano possibilitaria comprar o carro abaixo:


Porém, continuarei com meu Prisma 2009, como manda o manual do Warren Buffet. Quem sabe um dia chegamos lá?

Abaixo a nossa carteirinha das ações que ainda estamos comprando:


Grande abraço!