sexta-feira, 20 de julho de 2018

O Brasil seria um dos piores lugares do planeta?


Sinceramente, não gosto muito de futebol.

Porém, algo acontece comigo durante a Copa, que me faz querer assistir a todos os jogos e acompanhar a tabela da Copa como acompanho os tickers das ações no home broker.

Gosto de ver os jogos e também ler as tradicionais matérias sobre os países sede e os países que disputam o torneio. Depois do torneio, volto à minha concha para despertar 4 anos depois.

Algo que muito me chamou a atenção durante os jogos foram as fotos e as reportagens sobre a Rússia, que na minha imaginação sempre assumi que seria um país pobre, com problemas sociais e eventuais misérias que todas as grandes cidades do mundo têm.

O que vi e ouvi foi muito diferente. As imagens e reportagens mostravam um país pujante, com pessoas educadas, muita limpeza nas ruas e os avanços evidentes que o país tem em relação às mais diversas facetas do mundo moderno, como facilidade de comunicação, transporte público e demais coisas que imaginamos somente existir em países como Canadá, EUA e Alemanha, por exemplo.

E assim se passou com vários outros países que disputaram o certame, como a Croácia, a Sérvia e tantos outros países que no meu imaginário seriam países semelhantes ao Brasil em suas mazelas.

O que se passou é que não é nada disso. Todos estes países considerados no passado como de "Terceiro Mundo" saídos da dominação soviética, são países belos, ordeiros e com pessoas de alto nível educacional, assim como os russos.

Quando trabalhava em multinacional, tive oportunidade de conhecer muitos lugares diferentes. Conheci quase todas as capitais e cidades grandes do Brasil. Fui para o Chile, México, USA, Alemanha, Inglaterra, França, Suíça, Itália, Letônia, Finlândia, Holanda e Dinamarca.

Não tenho razões para mentir ou para falar inverdades neste blog, mesmo porque é o único lugar onde sou totalmente sincero. Posso dizer que nenhum dos lugares que conheci eram piores que o Brasil. Todos estes países eram melhores em vários aspectos, seja pelos lugares bonitos e limpos, seja pela educação das pessoas, seja pela segurança que senti nestes lugares. É claro que visitar é diferente de morar, mas não vi nenhum lugar tão triste, deprimente e tenebroso quanto as periferias das cidades brasileiras.

A causa disso tudo? Bem na minha mente limitada eu diria que seria a tendência marxista do país desde o começo do século XX, começando com o fascismo de Getúlio Vargas até o marxismo cultural que vigorou no país desde os anos 60. Isso destruiu o Brasil.

Só nos resta a chance de emigrar, nada mais.

Falando de investimentos, estamos indo bem. Nossas posições em dólar e ouro nos ajudaram quando da recente queda da Bolsa e dos FIIs e aproveitamos a baixa para comprar mais ações. Com a recente subida da bolsa com a euforia pelo aumento das chances de Geraldo Alckmin nas eleições para presidente (será interessante reler este post ano que vem), somente no mês de julho tivemos um incremento de 25 mil reais no valor da carteira, um incremento de 3%.

Abaixo segue nossa carteirinha de ações:


Destaque para Itaúsa e Guararapes, ambas com mais de 70% de alta.

No mais seguimos com ouro (2,5% da carteira), dólar (7,5%), FII (20%), Fundos multimercados (10%), Ações (30%) e Renda Fixa (30%).

Um grande abraço a todos!

terça-feira, 5 de junho de 2018

As vantagens da ignorância


Eu há muito tempo deixei de assistir a qualquer programa televisivo. Não sei quem são as cantoras e cantores da moda, somente escuto Led Zeppelin, Frank Zappa ou qualquer outro mestre dos anos 70.

Não conheço os youtubers, não sei quem são os jogadores e técnicos de times de futebol, não tenho a mínima noção dos nomes de "artistas" de qualquer naipe. Nunca ouvi nenhuma música desses caras que aparecem na TV.

Não sei falar de que marca e modelo é um carro só de olhar para ele. Não sei o preço da cerveja, mesmo porque não bebo.

Atualmente, a única coisa que me chama a atenção é o site Infomoney, para ver notícias de finanças e os blogs da Finansfera.

Sendo assim, passei incólume pela greve dos caminhoneiros. Fiquei sabendo pela minha esposa, que me perguntou na terça-feira se eu estava sabendo alguma coisa e apenas disse que o pessoal do escritório tinha comentado. Ela é que nem eu.

Como não converso com quase ninguém do trabalho, não tinha detalhes, mas percebi que o ônibus ficou um pouco mais cheio no Fura-Fila aqui de SP e mais vazio na linha que me leva até o ABC, o que foi bom pois pude me concentrar mais nos livros que levo para ler no ônibus.

Como não utilizo automóvel para trabalhar e encho o tanque uma vez por bimestre, não senti a mínima necessidade de me aventurar em filas e não sofri a angústia que parecia que outras pessoas estavam tendo.

Não tenho ações da Petrobras há muito tempo, sendo assim não me angustiei com a queda e nem com a alta que se seguiu.

Como meu foco é aumentar a capacidade financeira para um dia sair desse campo de concentração chamado São Paulo e quem sabe desse atoleiro chamado Brasil, absolutamente não tive nenhum sentimento ufanista pelo país, mesmo porque a solução encontrada é típica de países atrasados, com o governo fornecendo subsídios a uma classe específica. Teve até um senhor que respeito muito me dizendo que a vida de caminhoneiro é difícil, etc. Ora, se é difícil, vai fazer outra coisa. Será que lixeiros, donos de pequenos negócios, agricultores, policiais e outras classes não têm vida difícil também?

Uma dica: não percam tempo! Tempo é mais precioso que dinheiro. Se você pudesse trocar de lugar com o Buffet você trocaria? De que adianta ser um velho de 90 anos bilionário?

No mais, segue a nossa carteirinha de ações:


Introduzimos Banco Mercantil e Ferbasa. Destaque absoluto para Itausa, com mais de 90% de alta, com proventos.

Um grande abraço a todos!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

H. P. Lovecraft, os cavalheiros de outrora e carteira do mês


Recentemente terminei um e-book que havia comprado através da Amazon em uma promoção, chamado de "Os melhores contos de H. P. Lovecraft", obviamente escrito por ele mesmo.

Há alguns anos estava querendo ler o livro "Nas montanhas da loucura" do mesmo autor, o qual está incluído na coletânea que faz parte do e-book. E foi uma grata surpresa, pois além do referido conto, temos oportunidade de ter contato com uma miríade de outros contos, como "O Chamado de Cthulhu", "A busca onírica por Kadath", "O caso de Charles Dexter Ward" e "A sombra do tempo", os quais além de serem muitíssimo bem escritos, nos apresentam um universo coeso e altamente intrigante e imaginativo.

Além de serem uma ótima diversão (como toda boa literatura é), seus contos também servem para nos remeter ao final do século 19, início do século 20, o qual na minha opinião foram os tempos do ápice da capacidade intelectual dos seres humanos.

Neste período de pouco menos de 100 anos entre 1850 e 1930 nós tivemos a maior concentração de gênios no planeta, seja na ciência, como Darwin, Einstein, Tesla, na literatura com os grandes romancistas do século 19, como Dostoieviski, Tolstói, Kafka e muitíssimos outros, além da música, da pintura e de muitos outros ramos do conhecimento humano.

Além destes gênios, os homens da época eram o que se conheciam como cavalheiros, o que seria uma série de características que os homens deveriam ter, como honra, educação, compromisso com a palavra, honestidade, caridade e outros quesitos que os homens não possuem mais.

Os heróis de H. P. Lovecraft são geralmente homens de ciência, médicos, capitães, militares e outros que utilizam das características acima para fazer frente ao horror com o qual se defrontam.

Infelizmente, tudo isso acabou, temos tecnologia, mas como seres humanos, somos apenas sombras do que as pessoas daquela época eram.

De qualquer maneira, é boa literatura.

A nossa carteira está sofrendo um pouco com a queda da bolsa e dos FII dos últimos dias, mas a nossa posição de dólar e ouro não fizeram feio e contrabalançaram, ainda que de maneira discreta a queda.

Este ano demos uma diversificada e começamos a investir em dólar (7,5% da carteira), ouro (2,5%) e fundos multimercados (10%), assim como 20% em FIIs e o resto dividido entre bolsa e renda fixa (só tesouro direto).

A carteira de ações que ainda estamos comprando segue abaixo:


Destaque para Itaúsa ON, com 65% de alta com proventos.

Ainda temos mas não estamos comprando mais: Guararapes, Metal Leve, Porto Seguro, Banrisul, Santander e Telefônica.

No mais, um grande abraço a todos !

terça-feira, 24 de abril de 2018

Tédio, isolamento e carteira do mês



Oi pessoal,

Estava já a bastante tempo sumido.

Sem ânimo para postar e para falar sobre qualquer coisa.

A vida do investidor pessoa física é solitária. É um verdadeiro teste para nossas mentes e nossa força de vontade, além de ser um desafio extra se você quiser além de progredir financeiramente progredir intelectualmente e espiritualmente também.

Eu acredito que atualmente esteja em uma das fases mais perigosas e difíceis do caminho do investidor, pois não estou nem totalmente independente financeiramente, mas já estou em uma fase em que em um mês a carteira cresce algo em torno de R$ 20 mil. Mês passado foi R$ 21 mil. Percebo que em alguns momentos me permito pequenos luxos, os quais não faria no passado.

Em parte porque o tédio e a irritação de conviver na grande cidade me faz buscar o isolamento, seja por utilizar um táxi ao invés de utilizar o metrô, seja por pagar R$ 15,00 por um joguinho de celular para matar o tempo, coisa que nunca faria antes.

Em um destes dias de reflexão sobre a própria vida, me vi sendo um quase abastado vivendo como um pé rapado. Seja pela tortura de se utilizar o transporte público lixo de São Paulo, seja por almoçar em um shopping lixo perto do trabalho, seja pela convivência com o que o Pobretão chamava de chimpas. Muitas vezes me peguei pensando: "Existe mais algum outro cara que tem mais de 1 milhão de reais que pega esse ônibus também?"

Não há assunto com ninguém, não há conversa, não há possibilidade de comunicação. Todos falam sobre os mesmos memes, as mesmas séries, as mesmas porcarias. Chegamos no limite em que todos se sentem à vontade de ouvir os recados inúteis de whats up na frente de todos, que as pessoas contam sobre suas viagens das quais voltam com a cabeça mais oca do que quando foram viajar para o escritório inteiro, que o pessoal pensa que cultura é conversar sobre o Pondé ou o Cortella.

Estamos na situação em que as pessoas são escravas de crianças de 5 anos, em que todos têm que ter tatuagens, beber litros e litros de bebida alcoólica e falar alto, estridentemente em qualquer situação.

Minha última esperança? Minha motivação?

Apenas a esperança de ter dinheiro o suficiente para viver longe daqui, deste escritório, desta cidade, deste país. Vou conseguir? Não sei, mas no momento é tudo que me faz continuar. Minha esposa me apóia e ajuda, é claro, mas o tédio segundo Voltaire é o pior estado de todos.

Nossa carteira de ações segue bem. Estamos comprando: ABC Brasil, Comgás, Eztec, Itaúsa, Multiplus, Santander, Sanepar, Taesa, AES Tietê e Transmissão Paulista. Destaque para Itaúsa, com mais de 85% de alta.

Continuamos na carteira mas sem comprar mais com: Guararapes, Metal Leve, Banrisul, Telefônica e Porto Seguro. Destaque para Guararapes com mais de 140% de alta.

Vendemos nossas Cemig, Eternit, CESP, Amazônia e Banco Pine.

No mais, obrigado por acompanhar o blog e que Deus nos ajude!



sábado, 9 de dezembro de 2017

Oportunidades perdidas e fechamento do ano


Oi pessoal,

Espero que todos estejam bem.

Observando a escalada do bitcoin, recapitulei alguns fatos que aconteceram em minha vida, que poderiam ter me tornado alguém muito diferente.

Quando comecei a fazer curso superior, logo no primeiro ano participei de um concurso patrocinado pela bolsa de simulação de bolsa. Era o ano de 1992, ou seja, 25 anos atrás. Nós ficamos entre os primeiros colocados e o prêmio era um curso na bolsa, a escolher. Nós escolhemos o mais caro, que era o de operador.
Para quem é jovem, existiu uma época em que as ordens na Bovespa eram realizadas via telefone e tinham profissionais que ficavam na própria sede da Bovespa, no chamado "Aquário", executando estas ordens. Esse clima é muito bem descrito no livro "Faça fortuna com ações" do Décio Bazin.

Fiz o curso, mas na época não me interessei nem um pouco por começar a investir em ações. Estava bem mais preocupado em me formar e com as notas. Vendo hoje as cotações das ações da época, como Vale, Banco do Brasil, Brahma (que depois virou Ambev) vejo que se tivesse apenas investido a grana do lanche hoje eu seria multimilionário. Comparado com os valores de hoje, as ações valiam frações de centavos. Mas seguindo a manada, minha cabeça estava voltada para arrumar um bom emprego e ter um bom salário. Ainda não tinha lido o "Pai Rico, Pai Pobre".

Depois, já empregado, quando a Internet começou, recebi um convite para trabalhar numa empresa nascente de Internet, mas que segundo o DONO que me convidou, tinha um modelo de negócio diferente, porque eles estavam investindo em hosting. Conversei sobre o assunto com o meu gerente na empresa na época e ele me desencorajou, dizendo que o negócio não tinha futuro, que as grandes empresas iam dominar o setor de hosting e que eu estaria pondo em risco minha "carreira". Bem, o resultado foi que não fui para lá e esta empresa se tornou uma das maiores empresas de hosting do Brasil e o dono está literalmente mega multi-milionário. Como a empresa estava no começo, ele dava participação e hoje eu novamente poderia estar diferente.

Vários anos mais tarde, aproximadamente em 2010, eu era o que poderia se chamar um rato de Internet. Foi quando ouvi falar de uma tal de Deep Web. Acessei a tal da Deep Web e vi que muitos dos sites que estavam lá, entre eles o mais famoso que se chamava "Silk Road" (não sei se ainda existe, parei de acessar a deep web), utilizavam como pagamento um tal de "Bitcoin". Na época acho que era algo como 1 dólar por 100 bitcoins. Só que era algo muito técnico e difícil conseguir (pelo menos para mim) e para alguns amigos com quem comentei estes apenas viram o assunto como piada. Bem, novamente deixei o assunto de lado e mais uma vez deixei a oportunidade da riqueza se esvair pelas minhas mãos.

Parece que a vida vem querendo que eu fique rico, mas eu burramente, por causa da minha própria indigência mental e educacional não segui os sinais que se apresentavam.

Paciência.

Pelo menos consegui aproveitar a bolha imobiliária de 2014.

No mais, vamos em frente. Quem sabe alguma outra oportunidade surja no meu caminho?

No mais vamos indo com nossa carteirinha de ações. Das 400 e poucas ações disponíveis no Brasil, estamos comprando apenas 7: Comgás, Itausa, Multiplus, Sanepar, Taesa, AES Tietê e Transmissão Paulista.

Das que temos em carteira, mas não estamos comprando mais destacamos Guararapes, com mais de 150% de rentabilidade e Banco do Brasil, com 65%.

No mais, estamos pensando em dar uma diversificada e investir no exterior. Vamos ver, acredito que lá para maio de 2018 iniciaremos isso. Vai que o Luladrão volta...

Grande Abraço!

sábado, 30 de setembro de 2017

O Trivium, emburrecimento e fechamento de setembro


Oi pessoal!

Espero que estejam todos bem.

Continuamos com nossa busca de tentar nos melhorar um pouco. Acabei de ler "O Trivium", escrito pela Irmã Miriam Joseph e publicado pela É Realizações.

Posso afirmar com certeza que foi um dos livros mais difíceis que já li, incluindo os livros de Engenharia e os livros da época do MBA. Absorvi algo em torno de uns 20% do seu conteúdo e com certeza terei que reler para poder aumentar meu entendimento sobre os assuntos expostos na obra.

Depois de ler este livro percebi algo que me deixou extremamente preocupado. Como nasci na era pré-internet e pré computador em casa, observei que a introdução destes dois elementos em minha vida, assim como o celular e o streaming de vídeos me emburreceram. Não tenho nem como comparar a capacidade mental que tinha aos 18 anos com a capacidade que tenho agora. A sistemática destruição cognitiva que tive em minha vida por causa da tecnologia do entretenimento diminuíram em vários pontos o meu QI. Percebo isso em pequenos detalhes. Como por exemplo, não conseguir me concentrar em fazer uma coisa só, seja apenas escrever este texto sem ter outras "janelas" no micro, seja ser capaz de recordar algo que li em poucos minutos. Ou também lembrar que quando adolescente ia ao banheiro com um livro nas mãos, ao invés de um celular.

Também observo com perplexidade que o próprio planeta está mais burro, apesar de toda tecnologia. Não é mais possível conversar com ninguém por mais de 1 minuto, não se consegue mais dar respostas completas, pois o interlocutor não o deixa mais responder, não se consegue mais realizar raciocínios completos pois a mente humana está totalmente ocupada com memes, piadas e besteiras da Internet.

Participo de dois grupos de Whats Up. Um que se refere ao pessoal do trabalho, que utilizo mais para avisar que chegarei atrasado ou coisas do tipo e outros com um pessoal que trabalhei a uns 30 anos atrás quando era adolescente. Vez ou outra coloco algum artigo sobre investimentos e desenvolvimento pessoal, quase sempre sem resposta alguma. A quantidade de besteiras que o pessoal coloca neste grupo é assustadora e observo com tristeza que entrei neste turbilhão de lixo também. Difícil resistir a dar apenas uma olhadinha num vídeo de p**taria ou coisa pior que o pessoal coloca lá. E lá se vão mais alguns minutos de minha vida para a lata do lixo.

O Trivium nos faz ir para um tempo que as pessoas ou pelo menos a parte mais inteligente delas procurava se desenvolver, mentalmente e espiritualmente. E pensar que tive uma dificuldade gigantesca de entender e memorizar algo que foi CRIADO pela mente de outros me entristece muito.

Por isso, vou tentar parar de destruir minha mente. Vou tentar ler mais livros e menos memes e porcarias. Quem sabe poderei ser um velhinho mais sábio. Observar os velhos também absorvidos por celular, novelas e outros lixos me motiva a não querer me tornar eles. Que Deus me ajude!

Quanto aos investimentos nada de novidade. No total a carteira tem uma rentabilidade acumulada de 13% líquida no ano já descontados os impostos. Dá 193% do CDI, nada mal. A Bolsa subiu bem mas o que surpreendeu mesmo foram os fundos imobiliários que subiram quase 7% no mês de setembro. Bolsa ficou em 3%. Continuamos na busca do primeiro milhão o qual segundo o meu levantamento sairá em torno de março do ano que vem. Meu aporte continua em 10% do salário. Eu ponho nesta conta apenas o patrimônio financeiro. Não coloco imóveis, carros ou qualquer outra coisa que não seja aplicação financeira. Acredito que assim teria uma ideia mais precisa da riqueza.

A carteira de ações as quais ainda estamos comprando teve a inclusão de algumas ações e está conforme abaixo:


Destas destaque para Itaúsa, com 37% de alta, com proventos e Taesa com 34%, também com proventos.

Temos também Guararapes, Metal Leve, Banco do Brasil, Cemig, Eternit, Telefônica, Amazônia e Banco Pine, as quais mantemos mas por enquanto não estamos comprando mais, por estarem caras. Destas destaque absoluto para Guararapes com 152% de alta com proventos, seguida por Banco do Brasil com 78%.

No mais, espero que todos sigam bem com suas vidas e por favor, se forem jovens, tratem de cuidar bem de seus cérebros. Não os destruam com memes, redes sociais, televisão e outras besteiras.

Grande abraço!


domingo, 13 de agosto de 2017

O amor nos tempos do cólera (persistência) e carteira do mês



Olá amigos.

Confesso que abandonei um pouco o blog. Um pouco por pura preguiça, um pouco por falta de assunto e um pouco por estar ocupado com outras coisas do meu interesse.

O que ainda falar sobre como invisto?

Nesta fase em que estou, investimento é um pouco como ver a grama crescer. Vamos regando um pouquinho todo mês e aproveitando o tempo, que no fundo é nossa maior riqueza, para aprender filosofia e como aprender a aprender.

Recentemente li "O amor nos tempos do cólera", de Gabriel García Márquez, um livro espetacular, que além de ser maravilhoso em termos formais, literários, também é um livro sobre persistência, sobre não desistir e sobre acreditar na vida. A mensagem aqui para o investidor é tentar achar um propósito, um motivo para ganhar dinheiro e no caso do nosso protagonista era para conquistar o amor de uma mulher. O único defeito do livro foi ele ter sido escrito por um comunista, amigão do Fidel Castro, mas ninguém é perfeito não é mesmo?

Recomendo fortemente a todos que gostam de uma boa literatura e de um bom tempo gasto.

Um leitor me perguntou (obrigado amigo, voltei ao blog por sua causa) como foi depois da delação do Joesley (Safadão) sobre o Temer. Bem, na verdade não afetou tanto, uma vez que minha carteira não tem grande concentração em Ibovespa. Tive uma queda de 1,2% em ações, algo que acontece em meses comuns. Na verdade a queda maior foi no mês de junho, em torno de 2,1%. Mas no total a queda da carteira toda, não somente ações, foi de 0,2% em maio e 0,5% em junho.

O que fiquei um pouco triste é porque não estava líquido o suficiente e não pude aproveitar a liquidação do mercado acionário no dia, mas tudo bem, sempre tem liquidação.

Tenho lido um pouco e tentado iniciar algumas tratativas para investir no exterior. O que ficou mais prático seria eu utilizar a XP Securities, mas o problema é o mínimo de 30 mil dólares. Até tenho o dinheiro, mas não queria desfazer das posições para investir agora. Talvez espere um pouco. Minha meta é começar a investir no exterior quando atingir o milho grande, previsto para junho do ano que vem (no meio da Copa!).

No mais a carteira no ano está indo bem. Estou com um acumulado líquido (sem imposto de renda) em torno de 8,3% de rentabilidade, o que dá 152% do CDI do ano. Para um José Arruela como eu, que investe sozinho, fazendo investimento de guerrilha, acho até que está bom.

Como sempre, mantemos 1/3 em ações, 1/3 em juros e 1/3 em fundos imobiliários, com 10% em dólar acompanhando o S&P 500. Talvez quando o milho grande vier, aumentaremos o percentual em dólar no exterior. Como o blog do Viver de Renda apontou, existe sim o risco do Brasil ir para o saco, aumentando muito se o Lula (bata na madeira três vezes) voltar. Se Deus nos ajudar teremos um governo liberal que promova o crescimento econômico, mas se não.....

No mais a nossa carteirinha de ações as quais estamos comprando segue abaixo:


Destaque para Taesa, com alta de 38% com proventos desde que a compramos.

Temos também Guararapes, Metal Leve, Alupar, Banco de Brasil, Cesp, Cemig, Eternit, Banco da Amazônia e Banco Pine, as quais possuímos mas não estamos comprando, seja porque ficaram caras ou porque tivemos queda na distribuição de dividendos. Destaque para Guararapes, com 93% de alta desde que a compramos e Banco do Brasil, com 56%. No lado negativo temos Eternit com 50% de queda e Banco da Amazônia (posição pequena) com 28%. E pensar que Eternit já chegou a ser uma das melhores ações de dividendos da bolsa.

Espero que todos vocês estejam bem e não desanimem. Um grande abraço!