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quinta-feira, 17 de março de 2016
A tentação de quebrar as próprias regras
Uma pergunta de um leitor do blog me inspirou para a criação do post.
Nos últimos dias tivemos um rali verdadeiramente impressionante de várias ações que tenho em carteira. Banco do Brasil, CSN e outras tiveram uma subida meteórica, o que me atiçou muito a tentação de vendê-las e embolsar o lucro.
Na última terça eu já estava totalmente preparado para vender uma parte do Banco do Brasil e da CSN quando saiu a notícia do lula ministro. Os papéis caíram algo em torno de 10%. Hoje, com as divulgações das escutas subiram entre 15% e 20%.
Essa agitação toda só me lembra que uma das regras que tinha imposto a mim mesmo era de que somente venderia ações que não estivessem mais atendendo os critérios de Graham e Bazin. Não foi o caso das duas.
O mercado financeiro mexe muito com a nossa mente e a tentação de vender (ou comprar) quando o mercado está com volatilidade é grande. Porém, um dos segredos do bom investimento é criar uma estratégia e mantê-la. Se tivesse vendido estas ações estaria indo contra as minhas próprias regras.
O investidor novato compra na alta e vende na baixa. No meu caso, estaria até vendendo na alta (alta?), porém, não estaria seguindo as lições dos mestres do buy and hold, que é comprar e manter enquanto a ação faça sentido. Neste caso, as duas ações ainda faziam sentido, não haveria porque vendê-las.
O buy and hold é para que tenhamos 1000% de crescimento do valor original, devido aos juros compostos que a valorização e reaplicação dos proventos proporciona, ao longo de muitos anos da ação da carteira. Neste caso, estaria aproveitando algo em torno de 80% na CSN por exemplo, mas pensando agora, será que estaria cortando 900% no futuro? Só tempo vai dizer.
De qualquer forma, estou adotando algumas técnicas para segurar a tentação. Como por exemplo só acessar o broker uma vez por mês.
Vamos ver se dá certo.
Grande abraço!
sábado, 23 de janeiro de 2016
Mudanças de estratégia para 2016
Muito boa tarde leitores do blog.
Como já havia mencionada antes, realizei algumas mudanças na estratégia de investimentos para 2016.
Acrescentei a categoria de fundos multimercados entre os ativos de investimentos. Dessa maneira, fiquei com praticamente 5 categorias: Fundos imobiliários (10%), Ações (35%), Fundos multimercados (10%), Dólar (10%) e Renda Fixa (35%).
Nos fundos imobiliários não modifiquei muito a estratégia, continuo aportando seguindo o índice IFIX da bolsa. O que mudei foi que como os FII e as ações estavam na mesma conta, eu estava aportando os proventos que vinham dos FII nas ações ou vice versa, dependendo de qual categoria estivesse menor nas porcentagens pré-definidas. Na verdade isso é errado, porque deveria aportar os rendimentos de aluguéis nos próprios fundos e isso estava causando um erro na contabilização da rentabilidade. O que passei a fazer agora é guardar os rendimentos dos fundos em uma poupança, até que atinjam 1600 reais. E uma vez feito isso comprar novos fundos.
As ações vêm tendo um mês terrível, o que me fez perder muito dinheiro, mas também está abrindo boas oportunidades. Conforme alertado por um leitor do blog, a estratégia de Graham envolve a compra de ações ordinárias e neste caso, estava com várias ações PN no portifólio, o que seria um risco, materializado ontem com as ações da ALPA4. Logo, conforme diz a sabedoria popular, se aprende na dor ou no amor. Neste caso aprendi com a dor. Logo, para este ano, adicionei o critério de somente comprar PN com tag along 100%. Logo, por exemplo, a ação do Pão de Açucar (PCAR4) começou a atender os critérios de Graham, mas não irei comprá-la porque não tem tag along para as ações preferenciais. Neste caso, irei verificara PCAR3 e se atender os critérios, irei comprar esta e não a PCAR4.
No caso dos fundos multimercados estou comprando apenas a título de diversificação mesmo. Adquiri um fundo quantitativo do Bozano Simonsen e um da Solana Long Short. Até agora estão bem. Pretendo entrar no Ibiúna assim que tiver mais dinheiro, mas por enquanto estamos seguindo as recomendações da XP, somente para fundos.
Algumas LCIs venceram agora em janeiro e no caso da renda fixa estou adotando as porcentagens de 40% para títulos vinculados ao IPCA, 40% para os vinculados à SELIC e 20% para os pré-fixados. Todos estão com taxas boas, mas cada vez mais o risco de não pagamento dos títulos aumenta, a medida que os petralhas afundam mais e mais a economia do país. Com o vencimento de uma LCI comprei uma debênture da Vale que paga 6% + IPCA, sem Imposto de Renda. Arrisquei, mas quem não arrisca não petisca.
Ainda mantenho 10% da carteira em dólar, num fundo da Votorantim. Está rendendo bem, ainda mais agora que o BC brasileiro perdeu a credibilidade de vez. Pretendo assim que tiver condições investir em alguns fundos com exposição internacional do Citibank.
Bem, é isso. Grande abraço e bons investimentos.
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sábado, 24 de outubro de 2015
O excesso de informação atrapalha o investidor?
Até janeiro deste ano, posso dizer que era um investidor feliz.
Havia anos que mensalmente aportava 30% do meu salário nos investimentos, sempre com a mesma proporção: metade em renda fixa e metade em ações, seguindo as sugestões da corretora.
Pois bem. A partir da metade do ano passado, após a leitura de O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham, a vida financeira deu uma reviravolta. Apaixonado pelas lições do mestre Graham, modifiquei totalmente o método de seleção e compra das ações.
Adicionalmente, após ler um e-book sobre alocação de ativos, acrescentei a categoria de Fundos Imobiliários, as quais eu nunca tinha investido.
Após uma assinatura que fiz da Empiricus, acrescentei o dólar também e após começar a ler regularmente a Infomoney, além de investir no tesouro direto, comecei a comprar LCIs.
Recentemente, abri uma conta na XP, o que me abriu as portas para as debêntures, LCIs de bancos médios, CDBs com rentabilidades de 117% do CDI, além da possibilidade do investimento em fundos multimercados e que investem em ativos internacionais.
Estou deixando de fora o mercado de derivativos, que incluem as opções de ações, mini contratos de índices e dólar, além das chamadas vendas cobertas, aluguel de ações e outras cositas más.
O resultado de tudo isso?
Tenho ficado quase louco! Tenho tantas opções de investimentos, que está ficando complexo decidir em qual ativo investir, como balancear a carteira e definir as porcentagens de quanto devo colocar de dinheiro em cada categoria, além de uma série de outros detalhes de rentabilidade, prazos, valores mínimos e impostos que existem, que tornou o jogo do investimento um jogo de nível bem mais alto do que eu estava acostumado.
Dizem que o segredo das coisas bem sucedidas está na simplicidade. E definitivamente o jogo do mercado financeiro não está simples.
Que fazer? Estudar, estudar e estudar. Acho que esta é a saída.
Atualmente, tenho 4 categorias de ativos: Ações (utilizando Graham e Decio Bazin), renda fixa (LCI e Tesouro direto), Fundos imobiliários e dólar. Para o ano que vem pretendo acrescentar fundos multimercados e parei por aí, até atingir 1 milhão. É o máximo que a minha cabecinha consegue gerenciar.
Após o famoso milhão, vou tentar expandir mais as categorias de ativos, mas por enquanto, acho que assim está bom.
E vocês amigos, como fazem para gerenciar tanta informação?
sábado, 25 de julho de 2015
Qual o ponto da independência financeira?
Caros amigos,
Estamos passando por muita turbulências no país. É especialmente cruel porque é um desastre econômico causado pelo governo e não obra de algum desastre natural ou problemas externos.
O próprio povo brasileiro se afundou e continua se afundando por votar em idiotas, ladrões e incompetentes. Em nome do que, não sei, porque desde que me conheço por gente, o país sempre foi um lixo, seja sob o domínio militar, liberal ou esquerdista, sendo o pior de todos o esquerdista.
Bem, indo ao assunto do post:
Qual seria o ponto em que poderia dizer que sou independente financeiramente?
Esta regra muitos já colocaram.
Para o Pai Rico, Pai Pobre, a independência é conquistada quando a renda passiva dos investimentos e empreendimentos é maior do que sua despesa. OK. Boa regra. Mas preciso de algo um pouco mais prático, com valores.
Dessa maneira, desenvolvi uma pequena "fórmula" pessoal, o qual me dá um indicativo de quanto preciso efetivamente em dinheiro investido para dizer que estou independente financeiramente.
A fórmula se constitui dos seguintes passos:
1) Determino qual é o valor mensal de dinheiro que precisarei todos os meses, para o resto de minha vida. Para chegar a este valor, fiz a seguinte conta: peguei meu salário e retiro o aporte que faço todos os meses. Dessa maneira, chego ao valor de 70% do meu salário. Hoje em dia eu já vivo confortavelmente com isso, dessa maneira, se os meus rendimentos me gerassem 70% do meu salário passivamente, estaria OK.
2) Determino uma taxa de juros real que os meus investimento poderiam gerar. Determinei o valor de 0,3% ao mês. Isso dá um juro real de 3,7% ao ano, além da inflação. Algo que facilmente uma NTB poderia gerar, turbinada com ações e fundos imobiliários.
3) Determino quanto tempo irei viver. Vou no site do IBGE, vejo a perspectiva de vida do brasileiro e coloco 10 anos a mais. Hoje esse valor está em 84 anos.
Assim, faço a conta ao contrário, que seria, qual seria o valor que tendo uma retirada de 70% do meu salário, rendendo 0,3% ao mês duraria até eu completar 84 anos?
Utilizando uma simples planilha de Excel, cheguei ao valor aproximado de 2 milhões e 100 mil reais (hoje, em julho de 2015).
Anualmente reviso os valores, uma porque meu salário aumenta, outra porque a minha idade também aumenta, além da expectativa de vida também aumentar. É claro que também temos o fato que posso viver mais de 84 anos, ficar demente, doente e outras coisas a mais, mas é um bom indicador.
E para vocês, o que fazem para calcular o valor de suas independências financeiras?
Grande abraço.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Início da caminhada
Bem....
Vamos lá!
Estou iniciando este blog, em maio de 2015, inspirado por outros blogs de finanças e com o objetivo de comentar e demonstrar teses de investimento e minha própria caminhada rumo a independência financeira e a riqueza (se Deus quiser!).
Bem falando um pouco de mim.
Tenho por volta de 40 anos de idade (em 2015) e desde 98 leio bastante sobre investimentos, porém de forma meio desordenada.
Minha história é comum a muitos outros pequenos investidores desse nosso pobre Brasil, ou seja, classe média baixa, sem educação financeira nenhuma, pais pobres e trabalhadores.
Mas, sinceramente, acho que vocês não querem muito saber de mim, não é mesmo. Acredito que o melhor seria passar direto para as técnicas de investimento que uso e o patrimônio.
Bem, em Maio de 2015 meu patrimônio está dividido conforme segue:
1) R$ 6.406,69 em dinheiro, na conta bancária, provenientes de dividendos e renda de fundos imobiliários
2) R$ 13.991,48 em um fundo DI, que constitui uma reserva de emergência
3) R$ 43.504,48 em fundos imobiliários
4) R$ 121.078,50 em ações
5) R$ 335.714,97 em LCIs/CDBs
6) R$ 25.637,70 em um fundo cambial de dólar
7) R$ 116.205,98 em tesouro direto
A pretensão do blog é discutir teses de investimento com outras pessoas que têm interesse no assunto.
Nos próximos posts irei detalhar mais as estratégias utilizadas e descrever o meu caminho rumo à independência.
Que todos que leiam o blog possam compartilhar suas experiências e assim possamos trilhar juntos este caminho.
Grande abraço a todos!
Vamos lá!
Estou iniciando este blog, em maio de 2015, inspirado por outros blogs de finanças e com o objetivo de comentar e demonstrar teses de investimento e minha própria caminhada rumo a independência financeira e a riqueza (se Deus quiser!).
Bem falando um pouco de mim.
Tenho por volta de 40 anos de idade (em 2015) e desde 98 leio bastante sobre investimentos, porém de forma meio desordenada.
Minha história é comum a muitos outros pequenos investidores desse nosso pobre Brasil, ou seja, classe média baixa, sem educação financeira nenhuma, pais pobres e trabalhadores.
Mas, sinceramente, acho que vocês não querem muito saber de mim, não é mesmo. Acredito que o melhor seria passar direto para as técnicas de investimento que uso e o patrimônio.
Bem, em Maio de 2015 meu patrimônio está dividido conforme segue:
1) R$ 6.406,69 em dinheiro, na conta bancária, provenientes de dividendos e renda de fundos imobiliários
2) R$ 13.991,48 em um fundo DI, que constitui uma reserva de emergência
3) R$ 43.504,48 em fundos imobiliários
4) R$ 121.078,50 em ações
5) R$ 335.714,97 em LCIs/CDBs
6) R$ 25.637,70 em um fundo cambial de dólar
7) R$ 116.205,98 em tesouro direto
A pretensão do blog é discutir teses de investimento com outras pessoas que têm interesse no assunto.
Nos próximos posts irei detalhar mais as estratégias utilizadas e descrever o meu caminho rumo à independência.
Que todos que leiam o blog possam compartilhar suas experiências e assim possamos trilhar juntos este caminho.
Grande abraço a todos!
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